Monthly Archives: April 2010

Flashback – Minibiografia de Bruce Lee

No Flashback, coloco aqui um texto previamente publicado no meu fotolog, já que vocês acham que tudo que eu escrevo agora uma bosta! Seus filhos das putas!

Este aqui, o primeiro que lhes reapresento, é um raro sucesso de público e crítica. (Quem?)

Publicado também no aclamado Jornal do Cahis (Centro Acadêmico da História) – produção de refinamento deprimente e conteúdo político panfletário. Minha contribuição, tenho absoluta certeza, foi o ponto alto  não apenas daquela edição do periódico, mas de toda a história do jornaleco safado.

Uma incursão na vida secreta do maior astro do cinema-porrada, atendendo pelo nome de

MINIBIOGRAFIA DE BRUCE LEE

Hoje, estatelado no sofá, enquanto trocava de canais, acabei deparando-me com um documentário sobre a vida de Bruce Lee. Sua história me tocou profundamente, e tive vontade de ajudar a difundir um pouco de toda sua arte. Como o documentário que assisti tinha 14 horas de duração, achei melhor procurar algo mais sintético para apresentar-lhes. Encontrei uma minibiografia na internet, mas estava em chinês. Traduzi. Como conheço apenas cerca de 300 ideogramas (um diploma internacional de fluência em chinês exige o conhecimento de, pelo menos, 3.600; enquanto, na China, é considerado analfabeto quem reconhece abaixo de 150), podem haver alguns erros em minha tradução. Mas o que me falta em capacidade, sobra-me em dedicação.

A INFÂNCIA

Filho de um lutador de rua e uma dentista, Bruce Lee nasceu em São Francisco, nos Estados Unidos. Ao contrário do que muitos pensam, o pai de Bruce faturava uma grana alta em parceria com sua esposa. Apesar de ganhar muito pouco dinheiro quebrando blocos de cimento e assassinando seus adversários, Lee Hoi-Chuen acabou juntando uma pequena fortuna quando começou a apenas quebrar os dentes de seus oponentes que, derrotados, dirigiam-se ao consultório de sua mulher, Grace Lee, para reimplantá-los. Tendo pais bem-sucedidos, Bruce Lee sempre foi uma criança com muitas oportunidades, mas muitos dizem que grande parte de seu sucesso jazia nas capacidades herdadas de seus pais. É sabido que Bruce Lee, quando em dificuldades financeiras, quebrou o galho diversas vezes obturando dentes com as mãos nuas em circos e parques de diversões; enquanto de seu pai herdara a rara habilidade de vestir as duas pernas das calças simultaneamente, com um salto – o que apesar de ser pouco rendoso, era parte do motivo de seu grande sucesso com as mulheres.

A UNIVERSIDADE E OS PRIMEIROS FILMES

Sempre um jovem muito discreto, tímido, e apaixonado por porradaria, Bruce cursou Filosofia na Universidade de Washington, tendo trabalho de conclusão de curso uma tese intitulada A Estupidez Humana: um tratado ontológico sobre a legitimidade do soco-na-cara. Logo após se formar, Bruce decidiu que queria ser um ator de sucesso, e fez alguns filmes obscuros, antes de conseguir seu lugar como grande lenda do cinema mundial. Entre suas primeiras experiências na telona podemos citar a trilogia homoerótica formada por Morte em São Francisco (1958), Porrada em São Francisco (1959), e Súbito Prazer em São Francisco (1961), além de um papel secundário em uma versão da história de Jesus Cristo, em que Bruce Lee interpretava um mercador judeu com sede de vingança.

O SUCESSO E A MORTE PREMATURA

Após viver de bicos, Bruce Lee finalmente emplacou um grande blockbuster, com O Dragão Chinês (1971). Seus outros dois filme seguintes, A Fúria do Dragão (1972) e O Vôo do Dragão (1972), só aumentaram sua fama. Junto com sua carreira de ator, cresceram também suas habilidades nas artes marciais. Aliando técnica, força e muito tempo livre, Bruce Lee desenvolveu golpes que hoje em dia são comuns, como a voadora giratória e o soco de uma polegada. É dito que Bruce também inventou o soco de uma tonelada, que consistia em elevar o braço com o punho fechado, e baixá-lo violentamente, como uma marreta. A lenda diz que Bruce usou este golpe em um urso panda, durante uma apresentação num zoológico de Xangai em 72. O urso acabou destroçado pela força inconcebível de Bruce Lee, mas o fato foi encoberto, pois na época zelava-se muito pela fama de bom-moço do artista americano.

Bruce reafirmou sua posição como estrela mundial ao estrelar aquele que seria seu maior sucesso, Operação Dragão (1973), que arrecadou cerca de 3.000 dólares, um recorde para a época, se levarmos em consideração que as entradas do cinema eram grátis. Além de firmar-se como um ator e personalidade de primeiro escalão, Bruce desenvolveu uma técnica conhecida como Jeet kune do, que em português seria “O caminho do pulso que intercepta”, ou “A mãe de Jeet é uma piranha”, o idioma chinês pode ser muito pernicioso de vez em quando.

De qualquer forma, Bruce morreu em 20 de julho de 1973, após a ingestão de uma dose sobre-humana de sorvete de morango, o que pode ter sido o motivo do AVC (Acidente Vascular Cerebral), a causa oficial da morte de Bruce Lee. Há, porém, outras teorias, que dizem que Bruce morreu vítima de envenenamento por parte de seu discípulo Jeet, que teria ficado ofendido com o nome ambíguo que Bruce havia dado à sua nova técnica marcial.

TRIVIA

-O nome de batismo de Bruce Lee é Lee Jun Fan, que quer dizer “Casei-me com um negro lindo”.
-Em 1965, Bruce foi detido por atentado ao pudor, quando atravessou uma avenida de Los Angeles dando cambalhotas sem as calças, apenas para vencer uma aposta.
-Há na Itália um ator de filmes chamado Bruno Lee. O ator sino-italiano promete, em cada novo filme, causar estragos com seu “pênis de uma polegada”. Seu sucesso é absoluto, tendo lançado, até agora, Il Capo Grande (2005), Entri il Drago (2006), e Pugno di fúria (2006) – este último, um dos maiores sucessos da corrente pornográfica do Fist-fucking.

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Ass Hunter

Além de ser um gentleman, eu estava lá, afinal, estudando História, na maior universidade do Brasil, sendo sustentado pelo dinheiro dos contribuintes, e a única coisa que um sujeito desses pode pensar é em peitos e bundas.

Virei pro Siola e perguntei:

-Si, o que você prefere: peito ou bunda?

Ele nem titubeou. Fez um gesto abrangente, redondo, e murmurou sofregamente:

… bunda!

Falei “MEU DEUS, SIOLA, que safadeza é essa, pelo amor de Deus! Que é isso!” Aí o Si percebeu que tinha feito groselha respondendo sinceramente a uma pergunta minha, e o FASM foi taxativo; apontou o dedo e declarou:

-ASS HUNTER!

Pois é, o Siola, no auge de sua sobriedade e pureza, um tarado por bundas!

Eu mesmo hoje entrei no ônibus – já atravessei a rua fora da faixa direto pra posta aberta, atrás da menina de óculos escuros e vestido estampado – era uma gatinha benza Deus – e fui lá, sentei-me no banco do lado oposto, e ela sacou um livro do Graciliano Ramos pra ler – num consegui ver qual era, mas fiz as seguintes conjecturas:

Vidas Secas não era, porque ela é velha demais pra sair por aí lendo Vidas Secas. Seria totalmente uncool da parte dela.

Angústia não era, pois não era grosso o bastante.

-Era, então, o clássico São Bernardo ou o de contos, Insônia. Ou Infância?

Minsk é muito triste, não é?”

Esperando o farol abrir pra atravessar a rua, avistei mais um suculento pedaço de rabo, que fiz questão total se perseguir por toda a extensão da avenida, fosse até onde fosse for! Eu fui!

Não era um rabo daqueles, num era uma bunda bunda, um bundão gostoso que você quer usar como travesseiro à noite, mas era um sassy ass suficientemente simpático dentro daquela calça jeans, ainda mais a menina magrinha, de cabelo castanho claro, andando com leveza pelo cimento e eu lá, pensando “PAS MAL, PAS MAL”, sendo guiado, mais uma vez, por essa força invisível que me obriga a usar óculos escuros em transportes públicos, just checkin’ out o movimento – aliás, tinha uma loirinha peitudaça saindo do ônibus hoje que meu amigo, aquilo balançava como se não houvesse mais nada no mundo pra se importar. Eram duas tetas enormes inescrupulosas, ignoravam o mundo inteiro e ainda faziam pouco da atenção que lhes era dispensada por absolutamente qualquer ser humano do sexo masculino sadio viril e tarado – e é aqui que Rafael se enquadra. Ainda dei uma olhada pra trás, e o negócio era digno de nota, digno de nota. Não sou grande fã de peitos descomunais, mas aquelas duas esferas se insinuavam violentamente sobre toda a sociedade, simplesmente balançando felizes sem dizer nada, só fazendo com que alguns seres humanos do sexo masculino viris e tarados andassem pra frente olhando pra trás.

Num instante de descuido, me admirando na entrada espelhada de um prédio, perdi de vista a bundinha modesta e simpática que eu vinha taradamente perseguindo (ainda vai dar em crime esse negócio). Num instante, aquela bunda rara, como uma borboleta, desapareceu na manhã me deixando apenas com uma protuberância dentro das calças.

Mentira, gente, pelo amor de Deus, vocês acham que eu saio por aí ficando de pau duro a torto e a direito?

Pensamento do dia:

“Vou começar a bater punheta com a esquerda, pro pau não ficar torto” E.B., estudante da 7ª série.

Adeus.

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Ai, ai, caramba

Disseram que eu estava gordo, que eu estava acabado.

-Rafael – eles dizem – você tá decadente, cara.

Saí às 22 horas, o horário nobre do beautiful game. Disseram que eu estava gordo. Entrei na cancha, me aqueci, disseram que eu tava acabado. A bola começou a rolar, e eu me mantive timidamente na faixa esquerda do campo.

En un momento dado, dominei e entrei na área com passos contados, um depois do outro, e meti de direita no canto oposto. Levantei o pulso direito cerrado, poder ao povo, como o Magrão. A galera ia ao delírio.

Depois, oportunamente, me coloquei na pequena área e pedi a bola. Ela veio em diagonal, perfeita entre os marcadores. Com a direita dominei tirando do goleiro, e, na passada, mandei pra dentro com a canhota. Levantei a camisa, e lá podia-se ler Que Deus perdoe os velhos bêbados que falam sobre futebol mas não sabem o que é o amor.

No entusiasmo, os populares batucavam e cantavam em coro

Disseram que ele não vinha/ olha ele aí

E eu pensava, voltando pro meu lado do campo

Mas que nega é essa

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