Que coisa vergonhosa

Fui ajeitar, puxei tudo torto e acabei, de alguma forma, ralando meu pau. A base dele (a glande continua bem, gozando de saúde invejável), coitado, tadinho do meu pênis. Sem sentido. Uma dor martelava minha cabeça, parecia que meu cérebro tinha se descolado do crânio e boiava agora num mar de cerveja, cerveja quente, vermelha como o inferno. Nunca mais tomo aquela porra de cerveja espanhola. Estrella Galicia filha duma puta. Lembrei do meu Corinthians, do meu Barcelona. Deprimido. Seis da manhã.

Tinha esquecido a brilhante desordem que eu havia deixado. Latas e garrafas de cerveja pululavam por todo o quarto, uma abundância desalinhada. Espantoso aos olhos, torcia minhas tripas que eu tava quase vomitando já. As garrafas coladas na mesa de vidro, meu Deus, que porra é essa? Fora a cerveja derramada displicente e propositalmente no chão, nas cadeiras, na cama. Entrei na cozinha, tinha esquecido a pilha de panelas que eu larguei ontem. O negócio florescia, resplandecia com a luz imaculadamente branca que vinha lá de fora. Céu totalmente nublado, as janelas abertas da casa abandonada, vento frio pra cacete. Eu de pijaminha, admirando a montanha assimétrica de porcelana e metal em cima da pia. Parecia o Guggenheim.

Coloquei uma calça, uma camiseta, uma blusa e os óculos escuros. Entrei no elevador totalmente fora de controle, sendo guiado por uma força invisível que me obrigava a apertar o botão, a aguardar o elevador, a amarrar os cadarços, a fazer tudo aquilo. Não tinha força nem pra pensar. O menor esforço cognitivo me obrigava a lembrar da cerveza vermelha, violenta. Toda vez é a mesma coisa, sempre acordo esmagado na cama, com a cabeça em frangalhos. Filha da puta de cerveja galega filha duma puta de um caralho.

O elevador foi descendo, eu me admirando no espelho. Se tem alguém que é um onanista egocêntrico, esse sou eu. Fico me admirando no espelho, lendo meus textos, rindo sozinho, e falando pra mim mesmo “Essa foi boa!” Foi boa, foi boa o caralho! O elevador parou, tirei os óculos por puro pudor. Entrou uma menina, uma criança, com, sei lá, 12 anos. Gordinha. Já usava sutiã, isso eu sei. Abraçada ao fichário, com o uniforme da escola – camiseta de manga curta e shortinho. Eu lá, tremendo de frio, sem conseguir levar um raciocínio adiante, quase perguntei “Tá com frio, não?” Mas o pudor falou mais alto novamente. Eu lá, velho, de barba, decadente, morrendo de frio, totalmente inapropriado. Uma criança de 12 anos sabe mais o que faz do que eu. Eu ia pra garagem. Parou no térreo, ela desceu. Instintivamente, olhei pra bundinha gorda e pré-púbere, enquanto ela saía. Puro hábito. Coloquei os óculos na cara, a mão na testa, “Aonde você vai parar, Rafael? Que coisa vergonhosa”.

Pensei que eu nunca poderia ser um bom pai. Imagina eu tenho uma filha gostosa? Como que eu vou ficar?! Não, mas eu sei, é diferente, nem pelas minhas primas eu sinto atração. Mentira, claro que sinto! Porra, puta que pariu! Tenho algumas, são poucas, eu digo, que benza Deus! Neném. Sem falar nas mamães (calma, não a minha) por aí. Puta merda! Tem umas aí que, meu Deus, me obriga a dizer, em voz alta “QQ ISOS MAMAE”. E professoras também. Cacete. Sinto também uma certa atração por crianças estudantes. Toda estudantezinha andando com calça apertada por aí já me desperta os instintos mais primitivos. Mas, se tivesse que circunscrever minha tara a um grupo mais específico, eu teria que usar o termo Mulheres Gostosas e adicionar um EM GERAL MESMO e depois arrematar com um PUTA MERDA, UMAS GOSTOSAS MESMO e, continuaria nisso, falando merda, até alguém abrir a porta do meu quarto de surpresa e falar “Deus do céu, Rafael, o que você tá fazendo?” E eu teria que responder, com toda sinceridade “Batendo punheta, porra! Num viu? Eu avisei no twitter!”

E pior que eu avisei mesmo rsrsrssssssss

3 Comments

Filed under Incesto, Mulheres gostosas, Pedofilia é crime, Ressaca

3 responses to “Que coisa vergonhosa

  1. Acho que ser pedófilo não é problema. Crime é praticar!

    Acho que vc vai precisar de um advogado!

  2. Brisa

    Estrella Galicia, que maravilha

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