Ass Hunter

Além de ser um gentleman, eu estava lá, afinal, estudando História, na maior universidade do Brasil, sendo sustentado pelo dinheiro dos contribuintes, e a única coisa que um sujeito desses pode pensar é em peitos e bundas.

Virei pro Siola e perguntei:

-Si, o que você prefere: peito ou bunda?

Ele nem titubeou. Fez um gesto abrangente, redondo, e murmurou sofregamente:

… bunda!

Falei “MEU DEUS, SIOLA, que safadeza é essa, pelo amor de Deus! Que é isso!” Aí o Si percebeu que tinha feito groselha respondendo sinceramente a uma pergunta minha, e o FASM foi taxativo; apontou o dedo e declarou:

-ASS HUNTER!

Pois é, o Siola, no auge de sua sobriedade e pureza, um tarado por bundas!

Eu mesmo hoje entrei no ônibus – já atravessei a rua fora da faixa direto pra posta aberta, atrás da menina de óculos escuros e vestido estampado – era uma gatinha benza Deus – e fui lá, sentei-me no banco do lado oposto, e ela sacou um livro do Graciliano Ramos pra ler – num consegui ver qual era, mas fiz as seguintes conjecturas:

Vidas Secas não era, porque ela é velha demais pra sair por aí lendo Vidas Secas. Seria totalmente uncool da parte dela.

Angústia não era, pois não era grosso o bastante.

-Era, então, o clássico São Bernardo ou o de contos, Insônia. Ou Infância?

Minsk é muito triste, não é?”

Esperando o farol abrir pra atravessar a rua, avistei mais um suculento pedaço de rabo, que fiz questão total se perseguir por toda a extensão da avenida, fosse até onde fosse for! Eu fui!

Não era um rabo daqueles, num era uma bunda bunda, um bundão gostoso que você quer usar como travesseiro à noite, mas era um sassy ass suficientemente simpático dentro daquela calça jeans, ainda mais a menina magrinha, de cabelo castanho claro, andando com leveza pelo cimento e eu lá, pensando “PAS MAL, PAS MAL”, sendo guiado, mais uma vez, por essa força invisível que me obriga a usar óculos escuros em transportes públicos, just checkin’ out o movimento – aliás, tinha uma loirinha peitudaça saindo do ônibus hoje que meu amigo, aquilo balançava como se não houvesse mais nada no mundo pra se importar. Eram duas tetas enormes inescrupulosas, ignoravam o mundo inteiro e ainda faziam pouco da atenção que lhes era dispensada por absolutamente qualquer ser humano do sexo masculino sadio viril e tarado – e é aqui que Rafael se enquadra. Ainda dei uma olhada pra trás, e o negócio era digno de nota, digno de nota. Não sou grande fã de peitos descomunais, mas aquelas duas esferas se insinuavam violentamente sobre toda a sociedade, simplesmente balançando felizes sem dizer nada, só fazendo com que alguns seres humanos do sexo masculino viris e tarados andassem pra frente olhando pra trás.

Num instante de descuido, me admirando na entrada espelhada de um prédio, perdi de vista a bundinha modesta e simpática que eu vinha taradamente perseguindo (ainda vai dar em crime esse negócio). Num instante, aquela bunda rara, como uma borboleta, desapareceu na manhã me deixando apenas com uma protuberância dentro das calças.

Mentira, gente, pelo amor de Deus, vocês acham que eu saio por aí ficando de pau duro a torto e a direito?

Pensamento do dia:

“Vou começar a bater punheta com a esquerda, pro pau não ficar torto” E.B., estudante da 7ª série.

Adeus.

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Filed under Bunda, Mulheres gostosas, Peitos, Putaria e abominação

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