Review: Mozambique

Mozambique é uma gracinha de música de 2 minutos e 57 segundos, que, na verdade, não faz tanto sentido assim.

A música é a terceira faixa do Desire, o 17º álbum de estúdio do músico judeu Bob Dylan. Apesar de contar 55 minutos, o álbum tem apenas 9 canções, e todas apresentam um clima indolente e uma coloração amarelada, com o apoio de  um violino e backing vocals – puro desejo mesmo.

E o Bob Dylan é o Bob Dylan de chapelão que todos aprenderam a amar. Resquício da Rolling Thunder Revue, quando as músicas ficavam ótimas ao vivo e o Bob Dylan ainda não tinha ficado rouco por causa do cigarro e transformado toda e qualquer apresentação en directo no mais puro lixo que um ser humano, de preferência judeu, pode produzir.

Dêem um look na capa que loca:

Desire, 1976

(Viram o chapelão e as várias camadas de roupas desnecessárias? Era isso que era a época da Rolling Thunder, quando o Bob Dylan pensava que era artista, falava altas merdas sem sentido se achando a reencarnação de Rimbaud, and all that artsy crap – mas as músicas eram boas)

Mozambique é a faixa mais curta de todo o álbum, e também a mais ensolarada. Começa bem simpática tipo:

I like to spend some time in Mozambique/ The sunny sky is aqua blue/ And all the couples dancing cheek to cheek/ It’s very nice to stay a week or two/ And maybe fall in love/ Just me and you

Que amor, né?

E nesse cenário paradisíaco esse judeu de Duluth, Minnessota, quer sussurrar suas emoções secretas e depois dar uma última olhadela pra trás e dar tchau praquela maravilha de lugar e ver como é unique estar entre as pessoas amáveis que vivem livres na praia da ensolarada nação de Moçambique.

O foda é que em 75 veio a Independência de Moçambique, e vocês sabem como é independência praqueles lados, né? Foi aquele Deus-nos-acuda de praxe, resultando em desentendimentos internos (guerra civil) por forças externas (Guerra Fria) que demorou a perder a graça (16 anos de bala).

Tendo isso em vista, Bob Dylan compôs, junto com Jacques Levy, esta canção de beleza fulgurante e precisão histórica sádica.

Magic in a magical land

Ps.: Rafael cagou sangue pra conseguir postar esta merda corretamente.

Mozambique é uma gracinha de música de 2 minutos e 57 segundos, que, na verdade, não faz tanto sentido assim.

A música é a terceira faixa do Desire, o 17º álbum de estúdio do músico judeu Bob Dylan. Apesar de contar 55 minutos, o álbum tem apenas 9 canções, e todas apresentam um clima indolente e uma coloração amarelada, com o apoio de  um violino e backing vocals – puro desejo mesmo.

E o Bob Dylan é o Bob Dylan de chapelão que todos aprenderam a amar. Resquício da Rolling Thunder Revue, quando as músicas ficavam ótimas ao vivo e o Bob Dylan ainda não tinha ficado rouco por causa do cigarro e transformado toda e qualquer apresentação en directo no mais puro lixo que um ser humano, de preferência judeu, pode produzir.

Dêem um look na capa que loca:

https://rafaelzanatto.files.wordpress.com/2010/05/bob-dylan-desire.jpg

Desire, 1976

(Viram o chapelão e as várias camadas de roupas desnecessárias? Era isso que era a época da Rolling Thunder, quando o Bob Dylan pensava que era artista, falava altas merdas sem sentido se achando a reencarnação de Rimbaud, mas as músicas eram boas)

Mozambique é a faixa mais curta de todo o álbum, e também a mais ensolarada. Começa bem simpática tipo:

I like to spend some time in Mozambique/ The sunny sky is aqua blue/ And all the couples dancing cheek to cheek/ It’s very nice to stay a week or two/ And maybe fall in love/ Just me and you

Que amor, né?

E nesse cenário paradisíaco que esse judeu de Duluth, Minnessota, quer sussurrar suas emoções secretas e depois dar uma última olhadela pra trás e dar tchau praquela maravilha de lugar e ver como é unique estar entre as pessoas amáveis que vivem livres na praia da ensolarada nação de Moçambique.

O foda é que em 75 veio a Independência de Moçambique, e vocês sabem como é independência praqueles lados, né? Foi aquele Deus-nos-acuda de praxe, resultando em desentendimentos internos (guerra civil) por forças externas (Guerra Fria) que demorou a perder a graça (16 anos de bala).

Tendo isso em vista, Bob Dylan compôs, junto com Jacques Levy, esta canção de beleza fulgurante e precisão histórica sádica.

Magic in a magical land

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