A Verdade é uma só (mas eu esqueci no carro)

LIVRARIA CULTURA

O inverno torna a Livraria Cultura deprimente. Todos seus andares e níveis são em vão, com o frio. Eu fico lá, de uma estante a outra, fingindo que procuro algum livro, olhando pra cima. Mas tudo em vão. No inverno, nenhuma gatinha descuidada fica parada, no andar superior, só de vestidinho, oferecendo a visão das suas pernas nuas e – eventualmente – suas calcinhas, para o deleite de Rafael Zanatto. A Livraria Cultura fica deprimente no inverno. Só restam os livros pra ver. E quem vai pra livraria ver livro? Se foder, essa galera, viu.

FUTEBOL

Hoje é dia de futebol. Fiquei pensando nisso o dia todo. Masturbação mental. Outro dia jogamos um futebol de alto nível numa quadra no Baeta (bairro bosta de São Bernardo) (nem eu gosto de ir pra lá, fica tranqüilo). Renê jogou como Dirk Kuyt, e Xapéu, em grande estilo, lembrava Sergio Busquets.

-Chicão, faz uma montagem do Xaps com o Busquets aí.

-Pra já, chefia.

Xapéu e Busquets - quem é quem?

A semelhança é mais do que evidente!

Na quadrinha, aquele dia, ainda! Vixe, Maria!

Mas Xapéu foi além! Plus ultra! Num momento de rara sensatez, recebeu uma cobrança de escanteio, recuado, próximo à lateral direita, levantou com a direita, e sem deixar cair no chão, uma tijolada com a canhotinha de ouro direto na trave e da trave, mais do que lindo, pras redes. A galera fez “Awwww!” Coisa linda de ver.

Eu, por minha vez, me destaquei por meu futebol letárgico e sodomita. Sodomita? Eu quis dizer moribundo. Letárgico e moribundo. Um jogador celebral, com os miolos derretendo e escorrendo pelas orelhas. Expectorando sangue! Podem dizer que eu sou um daqueles meias “falsos-lentos”, que na verdade é um lerdo falso-craque. Já que to fazendo relações com jogadores de verdade, vamos tentar encontrar meu correspondente nos gramados.

Doutor Sócrates Brasileiro?

Magrão - Elegância, consciência, barba, cabelo e bigode

Germán Herrera?

Herrera - Muita vontade, pouca bola

Mas acho que meu futebol se enquadra em outro(s) ídolo(s)! Seja pela vontade, pelo desejo, pela luxúria, ou até pelo apreço por homens.

Ibra + Piqué?

Ibra & Piqué - Amantes dentro e fora do campo

PORÉM, diferentemente de Ibra e Piqué, não consigo encontrar outro homem que se encaixe na minha pessoa. Mas isso pouco importa. Na quadrinha, foi maravilhoso.

O goleiro mandou uma bola deliciosa, temperada na medida. Amorteci a criança na coxa que o negócio parecia gordura de picanha derretendo dentro da boca. Com o pé direito afastei a bola do zagueiro, e meti em diagonal, pro fundo da quadra. A bola foi que nem uma picanha fatiadinha pro domínio do Xapéu perto da linha derradeira. Dominou, e rolou a criança mastigadinha pro Renê, que só teve o trabalho de mandar pra dentro.

Foi um golaço, mas seria um churrasco no mínimo nojento.

LANCHONETE

Na lanchonete, sentei-me num banco enquanto não liberavam um assento no balcão. Umas meninas novas, muito novas, com tubos e pastas enormes e adesivos – Arquitetura e Urbanismo, Belas Artes. Muito novas, menores de idade, com certeza. Eu as vejo de costas. A da cabecinha mais delicada se levanta, eu até tiro os óculos escuros pra dar um look naquele rabinho lindo na calça legging. Perscrutar o imperscrutável, aquela carne por debaixo do tecido preto. Era de uma beleza impossível, mas tava bem lá na minha frente. Ela parece ter 13 anos, mas a bundinha é nota 10. Fiquei aturdido com a convexidade maravilhosa daquele traseiro. Meu amigo, que bundinha era aquela. Queria cancelar meu pedido:

-Ao invés do x-salada, me vê uma bundinha.

-Você que manda, chefia!

Aquela bundinha era um horror de linda, me contorci todo pra vê-la rebolando pelo corredor até o banheiro.

Quando voltou, constatei que a menina tinha lá bem seus poucos anos, mas eu já tava babando fazia tempo, pensando em morder aquela retaguarda. Meu amigo, que bundinha era aquela. Ela passou por trás de mim, em direção à saída. Recoloquei os óculos escuros na cara, com um bom cara tarado, e filmei aquele pedacinho de bunda indo pra lá e pra cá até a rua. E lá no sol ela ficou, linda, toda de preto, paradinha de cara pra mim. Que bundinha memorável!

Quando eu já me dava por vencido, comia meu x-salada mesmo, chega, em clima de Copa do Mundo, uma morena com um pandeirão que benza Deus. Aquele rabão deveria dar duas vezes o tamanho da minha cabeça. Também de calça legging. Essa entrou com o namorado. Meu amigo, me perdoe, mas não dá pra deixar de notar esse rabo sensacional da sua namoradinha. Fiquei lá, comendo o lanche com o pescoço quebrado pra trás, só observando aquela calça legging apertada na virilha, ela de perfil: aquela curva sinuosa, ela de costas: aquele rabo que mais parecia um travesseiro que me dava até sono. Terminei o lanche bocejando, pensando “A calça legging é a maior invenção do homem. E a maior invenção de Deus é a bunda”

Benza Deus, cada pedaço de rabo que você vê por aí que é impossível considerar a hipótese de não haver uma Força Superior e muito sacana por trás de tudo isso.

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