Flashback – O que há com esses médicos gordos?

Ai, ai. De boa, aqui. Pensando, talvez, em bater uma punheta. Quem sabe? Preciso escovar os dentes, secar a louça mas POW

FLASHBACK!

Quando você menos espera, um texto merda escrito há mó cara volta para atormentá-lo!

No Flashback, coloco aqui um texto previamente publicado no meu fotolog, já que vocês acham que tudo que eu escrevo agora uma bosta! Seus filhos das putas!

Uau! Essa te pegou com a guarda baixa, pode admitir!

Vejamos. O texto de hoje vem de 2006 Anno Domini, e tem como ponto forte ser curto, e como ponto fraco ser uma bosta.

Notem o uso excessivo de pontos de exclamação. Isso faz com que o texto fique tão agitado que toda vez que um ponto final aparece, fica um clima de velório. Então, fiquem aí com

O QUE HÁ COM ESSES MÉDICOS GORDOS?
(título original: What’s up with these fat docs?)

Nunca mais vou ao médico! A não ser que tenha algo realmente acontecendo!
Fui fazer uma consulta de rotina! Ok.
Beleza! Lá surge o médico! Grande e gordo! Amável, porém! Parecia o Papai Noel! E quem não gosta do Papai Noel? Só o Grinch!

Enfim! Amável, porém. Look-alike do Papai Noel! Beleza! Pergunta uma pá de coisas! Eu e minha mãe no consultório. Pneumonia? Mamãe responde. Não. Tuberculose? Bronquite? Alergia? Ficou internado? Operação? Não, não, não, não e não.
Fuma? Mamãe: não.
Bebe? Mamãe: é, !
Alguma doença venérea? Sífilis, gonorréia? E olha pra mim!
OK! É! Eu estava esperando este momento, aqui, na frente da minha mãe, pra confessar publicamente que eu tenho cancro-mole! Oras! Vá se foder!
Enquanto respondia “não”, estrondeava em minha cabeça:

Eu num pego ninguém! Não como ninguém! Uma doença venérea agora seria o fim da picada!

Beleza! Ato II:

Abrem-se as cortinas, e a luz se acende. Consultório médio. Mãe e filho sentados lado a lado, Papai Noel do outro lado da mesa, todo de branco.

SANTA CLAUS – Agora vamos falar mal da família. Algum caso de câncer, na família?
MAMÃE
– Uhm. Um irmão da mãe do pai dele teve.
SANTA
– Como assim?
MAMÃE
– Tio do pai dele.
SANTA
– Ah, tio-avô. Mais alguém?
MAMÃE
– Um tio meu. E um primo meu, também.
SANTA
– Câncer do que?
MAMÃE
– Pulmão. Pulmão, acho. E rim, fígado, não sei.
SANTA
– Pressão alta?
MAMÃE
– Minha mãe tem, minha família. A família do pai dele inteira também tem. Tem problemas com triglicérios. Triglicérios altos.
SANTA
– Doença do coração?
MAMÃE
– O pai dele teve um enfarto, ano passado.
SANTA
– Uhm…
RAFAEL
– Tô é fodido, mesmo…

As luzes se apagam, e a cortina fecha. Lúgubre.

Ele me olha, através de seus sábios óculos, e diz “Tirarropa”
Quê?
Minha mãe diz:
-Vou esperar lá fora…
Fico sentado, aguardando instruções, já que não entendi porra nenhuma do que ele falou… desabotôo a jaqueta, prevendo um pouco do incômodo inevitável que se mostra iminente. Termina sua olhação na papelação, e dizzzzz:
-Tira a roupa.
MAS NESSE FRIO
, pensa, nosso intrépido herói.
Jaqueta, blusa, tênis, camiseta, calça. O Doutor vêm, e nem tchum pro meu piercing:
-Sobe na balança.
Beleza.
-Mais pra frente, um pouco.
Beleza.
-Fica de costas. Mais pra trás.
Beleza. Tudo nos conformes.
-1 metro e 77.
Beleza! Confirmado! Menos que 1,80! Viva!
-Deita ali. Com a cabeça pra cá.
Beleza.
-Dói? Dói? Dói?
-Não.
-Fala “ah”.
-Ahhhghhh.
-Aí.
Beleza.
-Dói?
-Não.
-Senta, reto, com as pernas esticadas.
Beleza. Que friaca do cacete!
-Respira pela boca.
Beleza.
-Respira.
Beleza.
Dá-me três soquinhos em cada lado das costas…
-Beleza.
Beleza.

Pode se vestir.

AHHHH!! POSSO ME VESTIR! REALMENTE, SE EU ESTIVESSE USANDO MINHAS CALÇAS, TODO O RIGOR CIENTÍFICO DESSAS PANCADINHAS IRIA PRA CASA DO CARALHO, MESMO! É! DEUS ABENÇOE AS CUECAS BRANCAS, O FRIO, E O ENCOLHIMENTO! MAS, AFINAL, VOCÊ NÃO ESPERA IMPRESSIONAR PAPAI NOEL COM O TAMANHO DA SUA PISTOLA! BASTA SER UM BOM MENINO!

Beleza. Vestido! Estou de volta ao mundo civilizado! Sou um ser humano! Sou igual a você! Estamos no mesmo patamar! Chega de vantagens pro seu lado!

-Uns exames. Básico. Nada demais. Esses exames que é bom fazer uma vez por ano. Sangue, urina, fezes.

A-HAM! É! EU VOU CAGAR NUM POTINHO! VOU!

VOU!

VOU!!

VOU ANUNCIAR À MINHA MÃE QUE TENHO DOENÇAS VENÉREAS (MESMO SEM FAZER SEXO)! VAMOS TRAÇAR MINHA ÁRVORE GENEALÓGICA, E VAMOS DECIDIR AGORA MESMO, DO QUE EU VOU MORRER! ENFARTO TÁ BOM? OU VOCÊ QUER ALGO RELACIONADO COM PRESSÃO? HIPERTENSÃO TEM SAÍDO BASTANTE, ESSES TEMPOS! SIM! VAMOS LÁ! SIM! DE CUECA!

CLARO! VAMOS LÁ! EU E VOCÊ! YOU’VE BEEN A NAUGHTY BOY! ISSO AÍ! ESSE FRIO É BOM PRA FICAR DE CUECAS! CUECAS E MEIAS! AINDA BEM QUE NÃO PRETENDO FAZER SEXO COM VOCÊ! ESTA SITUAÇÃO JOGARIA MINHAS CHANCES LÁ PRA BAIXO! NUNCA DEIXE QUE ALGUÉM QUE VOCÊ QUER COMER LHE VEJA EM ROUPAS ÍNTIMAS (EXATO OPOSTO PARA AS MENINAS)! OK! DÓI AQUI? AQUI? AQUI? NADA? PÔ, AULAS DE KUNG-FU PRA ISSO! TÔ PERDENDO A MÃO, MESMO! OK! PODE PÔR A ROUPA, JÁ NOS DIVERTIMOS O SUFICIENTE! AGORA VOCÊ CAGA NUM POTE, POR FAVOR! TUDO PELO SEU BEM ESTAR! CAGAR NUM POTE É MELHOR QUE ENFARTAR, NÃO É? NÃO É? É ISSO AÍ! CAGAREI NUM POTE! CLARO! O QUE É CAGAR NUM POTE? O QUE É? COMO EU DEVO FAZER ISSO? DIRETO NO POTE? QUAL SUA PRECISÃO? COMO SE MIRA?


EU ME NEGO A FAZER UM TROÇO DESSES! E PENSAR QUE
ESSA É A PARTE FÁCIL DO EXAME DE FEZES! “AND IT’S A DIRTY JOB, BUT SOMEONE’S GOTTA DO IT!”

Esse papo de médico tá ultrapassado! Vejam só o Ariel Sharon! Dizem que o quadro dele melhorou! Ok! Que mais? O cara tá morto há mais tempo que muita gente! E a menos do que deveria!
Já já a medicina evolui tanto, que vai ser mó palhaçada pra morrer! Prevejo uma burocracia do caralho! Teremos que colocar no rg:
“NÃO DOADOR DE ORGÃOS. NÃO RESSUSCITÁVEL. NÃO INSISTIR!”

Nunca mais vou ao médico!

Nota: Ariel Sharon, um milagre da medicina moderna, hoje vive como um terço homem, um terço máquina, e um terço vegetal. O gordo filho da puta está internado em algum hospital em Israel, em coma, e agora pesa míseros 50 quilos (provavelmente cortou o McDonald kosher). Tá mais magro que eu, hein.

Aliás, outro dia vi dois desenhos nas portas fechadas de um bar: Ariel Sharon e Yasser Arafat. Vocês podem (não) ter morrido, mas nunca serão esquecidos. Pelo menos não naquele bar no Ipiranga.

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Filed under Flashback, Não foi bem assim, Seres Humanos Reprováveis

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