Review: Virada Cultural

A Virada Cultural, como sabem, é um evento que promove a união dos povos e a confusão generalizada. É uma ótima ocasião para, mais uma vez, se decepcionar com a humanidade.

Mas até que não foi tão ruim.

Pegamos o metrô, e o maluco já foi avisando “Estamos operando com velocidade reduzida e com maior tempo de parada por causa de um problema técnico na estação Liberdade”. Beleza. O trem entrou em movimento e foi como se nada tivesse acontecido. Na Liberdade, parou antes da hora, puxou o freio de mão e desligou tudo. Ficamos fechados lá dentro, escuro, o calorão. Tinha alguma coisa acontecendo lá fora, e era difícil saber pela reação das pessoas. A Família Restart tava achando tudo muito engraçado na plataforma, e o marmanjo com a criança no colo, perto da porta, olhava lá fora e dizia “Ixi! Olha lá! Putz! Olha só! Viu isso?” Provavelmente ele não via nada, mas queria deixar todo mundo curioso. E deixou.

Os funcionários do metrô deveriam estar achando aquela Virada uma merda, assim como todo o resto da galera que ainda estava sóbria. Depois de um tempo, o maluco que estava operando o trem teve a decência de ligar o ar – mas não de abrir a porta – e avisou “Estamos parados por conta de um usuário na linha”. Os seguranças, dali a pouco, passaram de braços dados com um velho que aparentava ter o alcoolismo como ocupação principal – a Família Restart achava aquilo tudo o zênite da diversão urbana. E talvez fosse. Já eu, prensado contra several machos, tava achando aquilo uma puta falta de sacanagem.

O trem foi e foda-se. E você vai ver, até que tem um bocado de menininhas altamente comíveis por aí. Comíveis, perdoem-me. Vocês preferem o quê? Transáveis?! Eu sei que vocês gostam de transar. Puta palavra escrota, beleza? Estamos conversados? O negócio, como todo mundo sabe, não é transar. O negócio é… qual o negócio, mesmo, Alexandre?

Ah, sim, muito obrigado.

Pois bem; VÁRIAS GOSTOSA. Nossa, senhora. E é legal que na Virada você sempre encontra pessoas conhecidas – e elas raramente são gostosas. (Por que você nem conhece tantas pessoas gostosas quanto gostaria. E mesmo se conhece, elas não são gostosas do tipo “Ei, Rafinha, vamos transar?!” E você “Ewww! Transar?! Quantos anos você tem?! Doze?!” Se  resposta for afirmativa: transe) Do que falávamos?!

Ah, várias pessoas conhecidas. Na Virada Cultural do ano passado (ou do ano anterior, sei lá, SEI LÁ, NUM FAÇO IDÉIA DE NADA), vi uma menina, por puro acaso, que eu tinha visto (também por puro acaso) por aí pela internet e que era extremamente gostosa. E ela era extremamente gostosa. Mas qual o sentido de falar essas coisa?! Nenhum, talvez.

Ir ao banheiro é a principal atividade da Virada Cultura. Deveriam chamar o negócio de Mijada Cultural. Porque, por todo lugar que você olha, você vê pessoas loucas pra mijar. Que cultura, show, o quê! Galera foi lá pra beber e, consequentemente, mijar. E foi isso que eu fiz.

Colei num bar, a fila muito bem animada. Indo um por um, enquanto o velho loiro, de touca, ficava entretendo a galera. O rapaz de boné entrou no banheiro e saiu rapidinho. O loirão disse:

-Ei, seu filho da puta! Foi no banheiro pra cheirar, né? – pra nós – O cara foi dar um tiro!

O maluco de boné olhou pra trás, parecia um suricate assustado, sem alma. Saiu correndo do bar, mas não sem antes checar o nariz platinado no espelho. Cada um tem suas prioridades, né? Mijei e saí do bar pra multidão que enchia a rua. Sai cortando no meio da galera, encontrei um sujeito com um isopor cheio de cerveja e decidi travar, ali mesmo, uma relação comercial. Pra minha surpresa, o jovem que comercializava cerveja questionavelmente gelada era o tímido suricate do bar, agora me atendendo com o sorriso mais branco. Comprei, né? Aquela farinha não sai de graça, afinal!

Voltei pra turma, e, no meio da conversa, entre as pessoas que me rodeavam, vi uma moreninha passando cheia de graça – mantive minha mira nela, toda de preto. Quando percebi a menina que vinha depois, braços dados com um sujeito. She looked at him and he felt a spark tingle to his bones. ’Twas then he felt alone and wished that he’d gone straight and watched out for a simple twist of fate.

Mas tudo se passou como se nada tivesse se passado.

Dando o fora, paramos num bar e fui mijar. No caminho pro banheiro, uma morena com uma bunda maravilhosa, na calça fina de algodão. Quase desisti do banheiro e peguei uma cadeira pra observar a Virada do Culto Anal que estava pra começar ali mesmo dentro de instantes. Era uma bunda capaz de fazer um marmanjo cair no chão de joelhos e chorar – só não fiz isso porque aquela porra de bar tinha sido alagado – mas verti algumas lágrimas a caminho do toalete. O banheiro parecia um pântano. Eu mijava preguiçosamente, olhando as caixas de garrafas estocadas no banheiro, imersas no mais variado mijo, pensando “Algumas coisas são irremediáveis”.

Saindo do pobre bar, um rapaz novo, magro, de óculos, sentado com muita lisura à mesa, pensei que tivesse uma pizza inteira à sua frente. Quando percebi, não era uma pizza, mas um grande e perfeito jorro circular de vômito roxo. Seus amigos imploravam:

-Cara, vai ao banheiro. Por favor!

O rapaz, civilizadamente levantou a mão direita pedindo calma:

-Não tem problema, tá tudo bem.

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Filed under Bunda, Capitalismo, Coitado do Manolo, Maluco chato, Mulheres gostosas, Não foi bem assim, Pedofilia é crime, Putaria e abominação, qq isos morena, Ressaca, Review, Seres Humanos Reprováveis

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