Review: Minha manhã de domingo que teve como ápice Badge (mas a tarde foi uma merda)

Vocês sabem muito bem que é o Deus da guitarra, né?!

-Jimi Hendrix!

Não, errou. Você:

-Ahmm… John Paul Boham!

Nossa, não! Nada a ver! De onde você tirou isso?! Nada nada nada a ver! Você aí, loirinha:

-Prince!

Méh… boa resposta, mas não! Crianças, vocês precisam estudar mais. O Deus da Guitarra é um e apenas um. Insubstituível, inigualável, e nem por isso o melhor guitarrista da História. Chicão, você sabe quem é Deus?!

EU ACHO QUE EU SEI QUEM É.

Escuta, eu to falando com o Chicão, não com você.

AI, DESCULPA. MAS É O JOE PERRY?

… não… não, não, não! Não é o Joe Perry. Tsc… Chicão, você sabe quem é Deus?

-Sei, sim, senhor, chefia.

Quantas vírgulas, Chicão. Vamos maneirar nas vírgulas! O espaço num é de graça!

-Beleza chefia

Chicão, manda aí a resposta, então, pra criançada aprender.

-Prajá

Grafite hiperbólico

Muito bem. A voz do povo é a voz de Deus, e o povo elegeu Clapton como Deus. Faz sentido? Fazer, faz – mas nem tanto.

E o Eric Clapton de que nós falamos não é aquele soft-hearted guy que seu pai ouvia no carro, com Tears in heaven e a versão lenta de Layla. Mostra pra eles, Chicão:

Bill Gates de barba - that's not Eric

No, that’s not Eric. Diferentemente de Jorge, a mãe de Eric Clapton deixava que ele fosse hardcore.

You're not hardcore, buddy

In fact, a mãe do Eric não apenas deixava que ele fosse hardcore, mas ela mesma era hardcore até umas horas. Teve Eric com 16 anos, e o pobre menino foi criado pelos avós acreditando que sua mãe era, na verdade, sua irmã mais velha. Heavy shit. Então, quando Eric decidiu ser hardcore, ele também foi hardcore até umas horas. Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e fez permanente pra ficar igual ao Bob Dylan.

CREAM

Foi aí que o Eric virou Deus, e vocês tão ligados o que ele fez com Crossroads. Agora uma pequena amostra do que era o Cream, por Jimi:

Eles foram amigos? Sim. Eric era Deus? Sim. Isso era o bastante? Não. Com a palavra, Pete Townshend, na lista dos 100 Maiores Guitarristas Of All TimeOF ALL TIME:

With Jimi, I didn’t have any envy. I never had any sense that I could ever come close. I remember feeling quite sorry for Eric, who thought that he might actually be able to emulate Jimi. I also felt sorry that he should think that he needed to. Because I thought Eric was wonderful anyway. Perhaps I make assumptions here that I shouldn’t, but it’s true. Once — I think it was at a gig Jimi played at the Scotch of St. James [in London] — Eric and I found ourselves holding each other’s hands. You know, what we were watching was so profoundly powerful.

Found ourselves sucking each other’s cocks. Mas, como se sabe, quem chupa pau não é gay!

Então ser Deus não era o suficiente para o Eric. E ser amigo de um beatle?! QUE TAL?! E QUE TAL DO BEATLE MAIS LEGAL? Isso aí! Ser amigo do George Harrison era o bastante para Eric Clapton?! Well I guess not! Ele queria mais, ele queria… pegar a mina do beatle mais legal.

Achar a mina do seu amigo gostosa, ok. Encoxar a mina do seu amigo (fingindo que foi totalmente sem querer), ok. Xavecar a mina do seu amigo, ok. Agora, escrever uma música pra mina do seu amigo – not that cool.

Depois de tudo que George fez, Eric escreveria Layla pra Pattie – com quem se casaria, também. Tanta mina no mundo, Eric Clapton decide se apaixonar e se casar logo com a esposa do seu amigo. Que mundo pequeno, não? Guess there’s something in the way she moves.

CASAR COM PATTIE BOYD: PUTA FALTA DE SACANAGEM

What'll you do when you get lonely, and nobody's waiting by your side?

Because you're sweet and lovely, girl - I love you

Mas a questão é essa: ninguém escolhe se apaixonar! Que coisa linda! A celebração do amor!

BRIDGE

George Harrison estava ajudando Eric Clapton a compor uma canção para o último álbum do Cream, Goodbye. Segundo George, Eric viu a letra, de ponta cabeça, e ao invés de bridge, leu badge: “Badge?! O que é Badge?”

After that, Ringo walked in drunk and gave us that line about the swans living in the park.

Talvez a melhor colaboração de Ringo à música mundial.

Lá estava Rafael Zanatto, o herói da molecada, dirigindo e pensando em fazer sexo na celebração do amor , naquele fim de manhã ensolarado, voltando pra casa, o rádio tocando I’m a believer, do Monkees – love was out to get me. Uma música acabou, e começa a outra, Badge, do Cream. E eu pensei “Que mundo pequeno!” Porque, apesar de enorme, o mundo é minúsculo!

Essa foi a parte boa do meu dia.

3 Comments

Filed under Beatles, Coitado do Manolo, Mulheres gostosas, qq isos morena, Que papo é esse?, Review, Zimmerman

3 responses to “Review: Minha manhã de domingo que teve como ápice Badge (mas a tarde foi uma merda)

  1. borba

    na primeira foto, com o harrison, eu pegava mesmo que fosse a minha mãe.

    tá, mãe não. irmã.

  2. juliana

    eu sempre me divirto com as tags. hauhauha
    boa, zanattinho!

  3. Pingback: Balanço & Termos Mais Pesquisados « Rafael Zanatto

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