Os amores de Rafael – parte 2, um Flashback

Você leu a parte 1 e pensou

O que se passa na cabeça de Rafael, o herói da molecada?

POIS BEM, parece que hoje, então, é o seu dia de sorte! Pois a parte 2 desta saga (quando disse que a outra era a parte 1, num tinha planejado nada) é um

FLASHBACK!

Uou!

No Flashback, coloco aqui um texto previamente publicado no meu fotolog, já que vocês acham que tudo que eu escrevo agora uma bosta! Seus filhos das putas!

O texto de hoje é uma pequena incursão na cabeça de Rafael Zanatto, e termina, também, com a promessa de uma continuação – que também nunca foi concretizada. Então, já que o assunto são expectativas frustradas, vocês devem querer saber

O QUE SE PASSA NA CABEÇA DE RAFAEL ZANATTO, O HERÓI DA MOLECADA

Vocês devem estar se perguntando (como eu também estou), o que, afinal, está se passando dentro da cabeça de Rafael Zanatto, este homem tão genial quanto depravado, tão obsessivo quanto racional. VEJAMOS.
Bom, sei lá. Nada, se pá.

Hoje de manhã acordei de ressaca totalmente vestido, só faltava ter dormido de tênis. Então eu pensei “Ah, mas, hã?”, levantei-me, averigüei que não havia nadie em casa, coloquei meu pijama e voltei a dormir. 11 horas acordei novamente, e fiquei em estado de letargia por algumas horas. Decidi que seria uma boa idéia comer, comer um lanche. Fui pro shopping.

Antes eu não me importava, mas hoje em dia odeio shopping. Ainda mais sozinho. Entro, e vou andando, despercebido, quando me dou por mim, estou imerso em pensamentos violentíssimos, apertando o passo, quase correndo, como se tivesse o corpo sobre pernas que não as minhas. Nesse momento, eu me sinto envergonhado, pensando que alguém teria notado minha ansiedade, minhas ações inconscientes. Diminuo o passo.

E o que se passa na cabeça de Rafael Zanatto? O que ele pensa quando vai ao shopping? O que ele procura?

Ele procura, vejamos, ele procura o que qualquer pessoa em sã consciência procuraria. Isso mesmo, mulheres gostosas. E aí fica difícil. Vou passando, e a internet é uma ótima arma pra se masturbar, e a masturbação pode ser uma atividade intelectual. O funcionamento de uma língua, o léxico, a semântica, tudo isso condiciona sua forma de pensar, e, quanto mais línguas você dominar (e quanto melhor você as dominar), você desenvolve não apenas sua capacidade cognitiva, mas também compreensiva. Você compreende melhor o mundo, e consegue colocá-lo em palavras, conceitos. (Mesmo todos sabendo que o que realmente importa é incompreensível, inconcebível, e apenas verificável com um pênis).

(Isso mesmo, um pênis).

Pois bem, então, lá está Rafael Zanatto, passeando pelo shopping, e você lá, pensando “Mas, que que tem a ver esse papo de masturbação e funcionamento de uma língua?” E eu sei que você não está fazendo um trocadilhozinho safadinho, pois você é puro demais, e sua curiosidade é tão autêntica que chega a ser ingênua. Mesmo assim, aqui não tem santo. Explico, então.

Como qualquer jovem sadio e totalmente obcecado por sexo, eu muito me masturbei, masturbo e masturbarei, e esse não é apenas um exercício sexual/físico/hormonal. No, fuck, no. Not today, thank you kindly.

Há coisas que você aprende na prática, e como você estaria familiarizado com categorias pornográficas sem nunca ter se masturbado? Recomendo que todos se masturbem, pelo menos uma vez na vida. Eu disse vida? Queria dizer “dia”. Pois bem, já ta tarde então é bom você começar.

Rafael strolls across the mall, olhando para toda e qualquer mulher e categorizando-as, tentando descobrir seus corpos a partir do estudo minucioso de suas silhuetas. Uma mulher gostosa de vestido, por exemplo, é o melhor espécime passível de apreciação. Especialmente subindo as escada, e você por baixo, observando as pernas, e as finas linhas marcadas no vestido denunciando a calcinha. Então você pára, olha e fala “Nossa”.

Nossa. Que delícia. Mas Rafael vai além. Muito além. Rafael analisa os corpos das mulheres e produz deduções baseadas também no perfil comportamental e social das mulheres. Todo homem pode se dizer fã incondicional de uma boceta, mas todos hão de convir que há bocetas e bocetas.

Rafael Zanatto, em sua investigação vaginal, baseando-se nas variações possíveis (varia muito mais que o pênis, afirma o estudioso), pode muito bem afirmar com certa autoridade que certa mulher tem uma boceta horrível, ou totalmente apetitosa.

Rafael prefere as apetitosas. Essa constante investigação é capaz de demover o mais righteous dos homens de suas convicções mais básicas. Portanto, por causa disso, subvertem-se valores, encavalam-se prioridades. Rafael Zanatto sofre de obsessões, mas sofre também de racionalizações. Um homem frio e calculista, diriam alguns. Um homem estúpido e impulsivo, diriam outros. Eu já diria um monte de merda, como venho dizendo, e não chegaria a lugar nenhum. Que coisa, né?

Esse é o medo de Rafael, com todo seu estudo do comportamento humano, da semântica do inglês chulo de internet, da lógica corporal das mulheres. Rafael atravessa o shopping e então trava a mira em uma mulher, que anda de mãos dadas com uma criança pequena. Rafael tem obsessões variadas e quase ilimitadas. Mulheres mais velhas é uma delas. Mães (dos outros, fique claro) é uma delas. Rafael cruza dados num instante, com experiência adquirida, pesquisas realizadas, conclusões deduzidas, e neste momento ele tem medo. Ele tem medo, porque MILFS não costumam ter bocetas bonitas. Rafael é obsessivo, frio, apaixonado, calculista, genial, mas mesmo assim, ainda é cético em relação a suas próprias conclusões. Rafael só acredita vendo.

Cenas do próximo capítulo: peitos e sua relação com o inconsciente.

Ps: Se você procurar “o herói da molecada” no Google Brasil, temos os seguintes resultados:

1 – Patrick Swayze

2 – Ayrton Senna do Brasil

3 – Rafael Zanatto (na postagem original deste texto)

4 – Ronald McDonald

5 – Bob Esponja

OU SEJA: Entre os vivos, Rafael é o primeiro. E sem contar personagens ficcionais, Rafael stands alone!

-Papai, por que ele postou esse flashback ao invés de um texto original, como ele havia prometido?

-Por que ele não teve nenhuma boa idéia.

-Ele nunca teve nenhuma boa idéia.

-Porque ele é o herói que a molecada merece, e não o que ela precisa agora. Então ele vai postar essas merdas porque ninguém lê mesmo. Porque ele não é o nosso herói. Ele é um guardião silencioso, um protetor vigilante. A dark knight.

-Isso não é de um filme, papai?

-Shhh… esse vai ser o nosso segredinho. Agora tira a roupa.

2 Comments

Filed under Blog, Escrever, Flashback, Mulheres gostosas, Peitos, Punheta, Putaria e abominação, qq isos morena

2 responses to “Os amores de Rafael – parte 2, um Flashback

  1. Asshunter Pilgrim

    Eu estava aguardando ansioso a segunda parte do texto, mas esse último foi legal também.

    Escreve um guia sobre bocetas aí!
    “Como chupar boce, por Rafael Zanatto”.

    Já dizia aquele cara russo lá que a gente deve escrever sobre o que conhece (ou almeja desesperadamente).

  2. Pingback: Balanço & Termos Mais Pesquisados « Rafael Zanatto

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