Review: Rabbit, Run

QUEM não comeria a Anne Hathaway?!

Muito bem. Isso me veio à cabeça agora, mas não vamos levar adiante este papo! Não! Hoje nada de punheta, masturbação, bronha ou onanismo. Podem fechar a conta de travecos por hoje, porque agora o negócio vai ser sério! Hoje vamos falar sobre literatura, e como podemos misturar sacanagem nisso.

Rabbit, Run, é um romance de 1960, do escritor americano John Updike. Chicão, solta uma foto do Updike novinho aí pra gente.

John Updike feliz porque comeu uma mina (era mais ou menos gostosa)

-Chicão, de onde você tirou isso de que ele comeu uma mina?

-Ué, deve ter comido. Pelo menos uma, né!

-Mas que isso tem a ver?

Enfim, John Updike foi um escritor que provavelmente comeu algumas minas gostosas até. Pelo menos é o que eu espero, né. Porque, porra, virar escritor pra não comer ninguém, faça-me o favor.

Rabbit, Run foi o segundo romance de John Updike, e o primeiro da série de 4 (depois 5) livros centrados no personagem Harry “Rabbit” Angstrom. Mas e daí?! você me pergunta. E daí mesmo! Ninguém perguntou nada! Mas eu vou falando…

Harry Angstrom é um ex-astro do basquete universitário, agora com 26 anos, casado e com um filho pequeno. Sua mulher, Janice, está grávida e é moderadamente alcoólatra. A vidinha dele é bem sem gracinha, e a mulher dele deixou de ser gostosa faz uma carinha.

Now this is a story all about how Rabbit’s life got flipped, turned upside down. No fim da tarde da fatídica sexta-feira, 20 de março (escrevi marcho, no original, risos) de 1959, Rabbit’s chillin’ out, maxin’, relaxin’, all cool and all shootin’ some b-ball com a criançada na rua, depois do trabalho. No caminho de casa, joga fora seu maço de cigarros e decide parar de fumar. Chega em casa, assiste tevê em silêncio com sua mulher. Ele vê a casa bagunçada, vê o copo na mão da sua mulher, e sai pra buscar o carro (que está na casa de seus sogros) e seu filho (que está na casa dos seus pais). Então ele pega seu carro e dá o fora foda-se mesmo!

Segundo o Updike – Chicão, solta mais uma foto do Updike, agora de óculos.

Updike sentado informalmente numa cadeira

Segundo Updike, o livro seria uma contraposição ao On the road, do Kerouac, mostrando que não se pode sair e largar tudo pra trás sem machucar alguém. Rabbit abandona sua família e vai morar com uma prostituta – ninguém fica lá muito feliz com isso. Mas todo mundo gosta do Rabbit, e ele se acha o cara mais legal do mundo – e talvez esteja certo. O padre Jack Eccles, da Igreja Episcopal, intervém para tentar convencer Harry de voltar pra sua esposa grávida e seu filho. Eles combinam uma partida de golfe, e enquanto Harry aguarda Jack em sua casa, uma das minhas passagens favoritas do livro: quando Harry dá um tapinha no traseiro de Lucy, esposa do padre.

“Right,” he replies smartly and, in a mindless follow-through, an overflow of coördination, she having on the drop os his answer turned with prim dismissal away from him again, slaps! her sassy ass. Not hard: a cupping hit, rebuke and fond pat both, well-placed on the pocket.

Viram a trema? Pois é, não é só tirando fotos que John Updike é um cara refinado. O uso da trema no inglês caiu em desuso já faz tempo, mas ainda persiste, por exemplo, na revista intelectual The New Yorker, onde (adivinhem) John Updike trabalhou. Dizem que Updike escrevia, escrevia, mas não tinha nada pra dizer. Nada mais intelectual que isso.

Chicão, solta outra foto do Updike, mas agora trabalhando intelectualmente.

Updike enrolando na máquina de escrever

QUAL A MORAL DA HISTÓRIA, ENTÃO, RAFAEL?

Bom, num sei. Eu diria: leiam John Updike. Mas também não faço  aqueeeeila questão. Eu li e achei legal. Vamos criticar o livro de acordo com as regras de crítica literária que o próprio Updike criou.

1. Try to understand what the author wished to do, and do not blame him for not achieving what he did not attempt.

Bom, Updike tentou escrever um livro pra comer, pelo menos, algumas minas gostosas. E ele conseguiu isso? Segundo o Chicão, pelo menos uma mina gostosa ele comeu. Eu concordo também. Então, ponto pro John.

2. Give enough direct quotation—- at least one extended passage—- of the book’s prose so the review’s reader can form his own impression, can get his own taste.

Check.

3. Confirm your description of the book with quotation from the book, if only phrase-long, rather than proceeding by fuzzy précis.

O que melhor que um tapinha na bunda da mulher do padre, e ela gostar disso, ainda por cima?! Porra! E pior que depois ela queria mandar a ver com o Harry, com as crianças em casa e tudo, mas ele num quis! Puta cagada. Eu tava torcendo, falando “Vai, mano! Entra na casa! Come esse sassy ass!”, mas nada, ele era um homem reabilitado àquela altura.

4. Go easy on plot summary, and do not give away the ending.

Ele morre no final.

5. If the book is judged deficient, cite a successful example along the same lines, from the author’s œuvre or elsewhere. Try to understand the failure. Sure it’s his and not yours?

O livro foi bem sucedido. Uma foto do Updike em sua posição favorita, para comemorar o êxito.

Posição favorita de John Updike

A notícia triste, que acaba de chegar, é que John Updike morreu. Em janeiro do ano passado. MAS fontes seguras afirmam que ele comeu, pelo menos uma mina gostosa (dentre outras pelo menos três mais ou menos gostosas).

VOCÊ ACHA QUE ELE COMERIA A ANNE HATHAWAY?

Claro, certeza!

É EU TAMBÉM ACHO ELA É MUITO GOSTOSA MESMO

Num é?! Sabe quem é gostosa também?!

PAZ VEGA

Cacete… ela mesma que eu ia falar… como você sabia?

EU VI VOCÊ BATENDO UMA PRA ELA ONTEM

Porra! De novo isso?! Cacete! Não quero mais você me observando enquanto eu to batendo punheta, porra!

FOI SEM QUERER

Porra, foda-se!

E OUTRA EU VI QUE VOCÊ JÁ TINHA BATIDO PUNHETA ANTES E EU PENSEI AH ELE NÃO VAI BATER DE NOVO E VOCÊ TINHA BATIDO TIPO UMAS TRÊS ANTES JÁ E EU ELE NÃO TEM MAIS 15 ANOS PRA FICAR BATENDO 4 PUNHETAS POR DIA SENDO QUE UMA DELAS ERA PRA MARIAH CAREY E ELA TÁ GORDA ENORME REALMENTE NÃO SEI O QUE VOCÊ TAVA FAZENDO

Mistério!

Quem é o homem que fala em caps lock?

Como ele consegue entrar no quarto do Rafael sem que ele perceba?

O que aconteceu com Walt?

E aqueles caras que falavam português, numa estação no meio da neve jogando xadrez?!

Que que tem a ver aquilo?!

Quem comeria a Alanis Morisette?!

Eu comeria, viu.

E no clipe de Thank You, em que ela tá supostamente pelada, mas com a virilha toda borrada, parecendo um alienígena, totally unappealing?!

Nossa! É verdade, que que era aquilo!? Ela tá horrível!

Num tá?

Tá.

Tão tá bom!

Falou.

Valeu.

1 Comment

Filed under Bunda, LOST, Mulheres gostosas, Punheta, qq isos morena, Review, TL;DR

One response to “Review: Rabbit, Run

  1. Ele parece uma mistura de David Schwimmer com Fred Schneider, do B-52’s.

    E o nome dele quer dizer “lésbica pra cima”.

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