Flashback – 4 letras

Hoje eu acordei pensando “Porra, hoje é quarta ou terça?”

Mal sabia eu que hoje era dia de

FLASHBACK!

Isso aí! Flashback fora de época, já que eu não tenho absolutamente idéia nenhuma nesta minha vã cabecinha.

No Flashback, coloco aqui um texto previamente publicado no meu fotolog, já que vocês acham que tudo que eu escrevo agora uma bosta! Seus filhos das putas!

Na verdade, está planejado para esta semana uma série de QUATRO posts de aquecimento da Copa do Mundo.

Esse aquecimento começou tarde, aliás, hein?! Porra. Mal vai dar tempo de postar antes da abertura. Rafael cabaço.

Mas vamos lá. O texto de hoje é um que eu nem lembrava que existia, mas li agora e gostei. Com vocês, um texto singelo sobre

4 LETRAS

Eu estava belíssimo, maravilhosamente bem, bem pra caralho, feliz da porra da minha vida, sentado ao computador lendo Dinosaur Comics, quando minha mãe disse:
-Mexa-se, Romeu. Você tem que tomar banho pra ir ao dentista.
Ao que eu, civilizadamente, respondi:
-Ah, não! NÃO, NÃO, NÃO, CARALHO! NÃAAAAO! Não! Puta merda! Não! Dentista! Não!!
Bati a cabeça na mesa diversas vezes, enquanto continuava com meu frenesi repudiatório direcionado à consulta que eu havia esquecido e que agora transformava minha belíssima tarde de sábado… quer dizer… de… de quarta-feira, num pesadelo bucal. Falando em pesadelo bucal, outro dia tive um dos melhores sonhos eróticos da minha vida. Mas isso fica pra outra ocasião. Agora, continuemos.

Mentira, vamos falar sobre o sonho erótico: foi sensacional. Sonhei que estávamos num belíssimo meianove, uma menina deliciosa e eu. Ela chupava meu pau tão bem que eu apenas me arrepiava inteirinho, e ficava lá, estatelado na cama, olhando praquele rabão delicioso (era um rabão delicioso). Então, dado momento, eu acordei. Nunca gozei num sonho – a chamada polução noturna. E isso até que é uma coisa boa – mas não tão boa, quando pensarmos que já quase mijei nas calças enquanto sonhava umas mil vezes (inclusive quando, no sonho, eu ia gozar – aí acordo quase me mijando). Não é uma coisa?

Talvez seja um bloqueio meu, talvez eu leve minha sexualidade muito a sério – leve as dúvidas muito a sério. Uma dúvida, por exemplo: quem somos? Outra: quem quer fazer sexo conosco? Essas são as duas dúvidas que assolam a humanidade há anos (anos pra caralho, se você for fazer a conta). E se eu for fazer um trocadilho. Aliás (os parênteses conversam com o texto corrido? Será? – e o traço? O que ele significa? Uma conversa de canto de boca?) E agora, precisa de ponto depois de fechar os parênteses? e mandando uma minúscula depois da interrogação, a frase continua? Quem sabe? Ainda bem que ainda não entramos nas aspas.

“And I couldn’t get it up” (ponto antes ou depois de fechas as aspas?), é assim que termina o livro que eu acabei de ler, e é, isso aí, é sobre isso mesmo que você estão pensando. Sim, tudo é sexo! Tudo é ensopado de sexo – não vou nem ser específico nessa.

Aliás, seria legal ser específico agora, né? Uhm, neném. Como diria o outro: it’s the sweet smell of success. Puta merda, quando alguém lê ( se alguém lê) isso aqui, será que tudo também rescende a sexo, como a mim? Ok, paremos de falar sobre sexo, especialmente sobre o a particularidade olfativa do sexo. Vamos falar sobre:

A FATIA AUDITIVA DO SEXO. Puta merda, vocês tavam loucos por essa, né? UHM! Neném. Pois bem, conto uma experiência própria: estava eu, lá, em, Santos, a, cidade, do glorioso alvinegro praiano, curtindo na boa uma brisa no corredor do prédio (o corredor tinha o parapeito, e era aberto, com ampla visão para o prédio ao lado – para ver e ouvir seus vizinhos pelados). E o melhor era que o prédio do lado era de alto padrão, ou seja: só gostosa. É assim que é. Se você é aí, toda boa de vida, pã, então você, provavelmente é gostosa. Senão, então, sinto muito, mas ainda dá pra trabalhar nisso. A não ser que você seja repulsiva. Nesse caso, acho que a sua mãe é que era rica, e seu pai nem tanto. Então, já sabe. Porque um homem rico nunca perpetuaria a espécie com uma mulher feia, perpetuaria? PERPETUARIA?
Eu sei que eu não. E eu não sou nenhum homem rico. Nem bonito. Nem simpático. Nem boa pinta. Nem pintudo. Então, que me resta? Ou morrer de starvation, ou casar-me com uma gorda rica. Ambas alternativas parecem horríveis, mas o melhor da segunda é que você sempre pode incorrer no bom e velho (ah, o bom e velho!) adultério! Sim, como não? A não ser que essa gorda rica repulsiva durma com uma faca debaixo do travesseiro. Aí, meu amigo, para a glande não há alternativa. Então, sinto muito. Continuando com a história que vocês achavam que eu tinha esquecido:

Santos, night time, eu lá curtindo a brisa, olhando pro prédio do lado, vendo se eu descolava um peitinho pra ilustrar minha inevitável punheta praiana. Ahem. Então, eu ouço ouço, crystal clear, uma mulher gemendo. E gemendo. E gemendo. Então, o que um jovem rapaz como eu pode fazer? Nada. Mas o que o corpo cavernoso de um jovem rapaz como eu pode fazer? A única coisa que ele pode fazer: sempre em cima, sempre avante, ao infinito e além. Isso aí: fiquei de pau duro. Nesse caso, I could, in fact, get it up. Só pra falar pra vocês, mesmo.

(agora, qual será o próximo assunto a ser abordado? Vamos continuar falando sobre sexo? Talvez alguma descrição de uma pequena aventura sexual do nosso herói? Algum desastre sexual! Desses ele deve ter de monte! Quem sabe, uma análise quase-acadêmica sobre o sexo oral? Ai, meu Deus, que emoção! Vamos ver como se segue o papo)

Então é isso aí. Por hoje é só. Flwwww.

(Ah, que merda)

Mentira, to brincando. Mas sabe quando você decide bater punheta vendo tevê, então você coloca num programa erótico, e sempre pensa Na próxima cena eu gozo. Mas então a próxima cena nunca vem, e o filme acaba acabando do nada, e com os créditos subindo, seu pau descendo, você pensa Ah, mano, ligar o computador agora só pra terminar uma punheta? E o que fazer? Terminar só na imaginação? Seu pau amolecendo a olhos vistos. Você pensa O melhor, agora, é pegar uma revista de mulher pelada. Você abre o armário, e se lembra, de repente, de que revista de mulher pelada é muito anos 90, e que você já é um rapaz crescidinho, que Playboy já era meu filho, e aquela revista da Marisa Orth se pã nem ta mais aí no seu armário. Puta merda. Cabou esse papo. Muito deprê.

Vamos falar do caráter (seguindo o tema) gustativo do sexo. Eu, por exemplo, gosto muito de sexo. Mas você sabe que cachorro que ladra não morde – muito menos faz sexo. O que é uma pena, pois, imagina só, você, zoófilo que só a preula, indo pra cama com aquele pastor alemão que você vem paquerando já faz um tempo. Papo vai, papo vem, uma coisa leva à outra, e quando você vê, você já ta com a trolha daquele tamanho, e o cachorro só esperando pra tomar no rabo (no cu, eu quero dizer). Vai, começa o movimento pneumático, e o cachorro não abre a boca. Não solta um pio. E aí? Quem é que gosta de meter com uma mosca morta dessas? Ah, poupe-me! Pior que isso, só se você decidir chupar um Cocker.


Essa piada foi tão boa que eu pulei umas linhas extras pra você poder dar risada.

Esse mundo, na verdade, ta tão cheio de trocadilhos que eu chego a pensar que talvez essa seja a razão de tudo. Quer dizer.

Então,sexo, né, pessoal?


Agora, continuando, o ASSSSSSPECTO MAIS GUSTATIVO DO SEXO. Sexo é legal, vocês sabem – se não sabem, tão na hora de saber. De qualquer forma, vamos falar do saboooour do sexo. Sim, sim, senhores, estamos entrando num tema muito perigoso. Quem já chupou um cu sabe do que eu estou falando. Porque eu, que nunca chupei um, num faço idéia do que eu to falando. Puta merda.

Então. Vocês sabem – ou deveriam saber – que você sente o gosto com um órgão. E que órgão é esses, crianças? (Se tiver alguma criança lendo isso, tenho totais razões para ser recriminado). Isso! O cérebro! Porque, se não fosse o cérebro, não sentiríamos o gosto de nada! Eba! Olha que coisa interessante!

Mentira, que papo furado.

Estamos falando do meu órgão predileto (depois o pâncreas): a língua! Sim, sinhore! A língua, a boa e velha (ah, boa e velha) língua! O único órgão muscular do corpo humano que não entra em fadiga! E antes que você diga “Ah, mas que num sei o que a minha língua quela vez…” NÃO! A língua não entrou em fadiga! Você é que raspou o freio da língua (conhecido também como “freio da língua”) nos seus dentes (conhecidos também como aparatus mordidae)! Seu cabaço. Língua num cansa, não. E se você estiver disposta, eu posso provar isso pra você. Tranquilamente. E, com isso, provaríamos outra coisa: sim, meus caros, os fluídos corporais. E são essas belezinhas que nós queremos trocar – eu e meu macaco estamos ansiosíssimos para trocar nossos respectivos fluidos corporais com você. Como diria Jânio Quadros, sobre fluídos corporais: bebo porque é líquido; se fosse sólida, lambê-la-ia inteirinha até a língua cansar. E Jânio sabia que a língua não cansava – e é por essas e outras que ele é lembrado como um dos presidentes mais geniais e ao mesmo tempo cretinos deste nosso grande país chamado São Paulo!

Continuemos, pois o fim se aproxima a galope, e não vai ser nada bonito se ele chegar e a gente ainda estiver assim, sem calças! Quer dizer… eu to sem calça. Você ta também? Não? Eu achei… eu… não, tudo bem. Eu só achei que… que ficou claro nas entrelinhas. Não, tudo bem, eu coloco de volta. Quer… quer dizer, se você não se importar, eu continuo sem – não, tudo bem, eu coloco de volta. Beleza. Tranqüilo. Aqui, ó, vestidinho. Beleza.

Aliás, nada pior do que querer fazer sexo e não fazer, né? Claro, que não! Eu sei uma coisa que é pior: não querer fazer sexo e fazer! Isso sim deve ser uma badley! E eu não digo fazer sexo com uma gordinha, de pena. Eu digo fazer sexo com um negão, de 30 centímetros! Sim! Um negão anão! Do tamanho de um G.I.Joe. Imagina só, que coisa louca? Ele vem correndo, e grita “Ei, ei! Ei, branquelo!” E você “Hã?” “Ei (ele grita fininho, porque ele é pequeno), senta na minha trolha, branquelo!” E você (ou eu, né. Nem sei se você é branquelo também) “Hã, vai se foder, seu negão anão” BAM! Preso por racismo. DUPLO! Contra os negros e contra os anões! E até você explicar que um negão de 30 centímetros veio tentar te molestar, ihhhh, meu filho, aí você já ta apodrecendo na cadeia! O juiz vai falar “Mano, que que você ta falando?” E vai rir “hahahaha” E você “hahahaha……. que?” E ele “Hahaha, mano, nada a ver, NADA A VER ahaha (de repente sério) mano, que fome” E você “haha só.. (se dando conta) nossa, mó fomaça” e ele “haha, mano, abre aí aaaaaa (ele esqueceu o nome daquela coisa) geladeira (lembrou)” e você abre e fala “aí, só tem esse pote de pepino em conserva” e ele “haha uhh pepino! Bichona! Vamo come, porra!” e você “haha, é muito azeeeeedo esse pepino, mano, nossa” e aí vocês vão comer em silêncio por um bom tempo, e quando acabar, vão ficar sentados por muito muito (muito) tempo na mesa da cozinha, olhando pro nada, e depois de o que pareceu uns 40 minutos do mais absoluto silêncio, o juiz vai falar “mano, 30 centímetros!” e você “hahahahah só! Nada a ver!” E aí vocês vão ficar nessa de dar risadas e repetir papos, e comer comida rejeitada do fundo da geladeira sabe por quê? Por que vocês usaram drogas, meu amigo, e as drogas fazem isso com um ser humano! E esse juiz não é uma boa companhia.

Uma boa companhia seria você, pra mim, e aí eu poderia ficar o dia inteiro, no seu ouvidinho, dizendo barbaridades sexuais, falando da fadiga da língua, de zoofilia, e podolatria, e de toda a parafilia que vive dentro dos nossos corações, mas que somos hipócritas demais pra admitir. Essa é a verdade: que nós estamos a fim (a finzaços pra caralho mesmo), se pã de pau duro agorinha mesmo, mas fingimos que não, e nos esquivamos, e suprimimos nossos mais que naturais instintos. Nos masturbamos pelos cantos, e vez ou outra nós nos pegamos sonhando acordado com sexo – assim como a língua, as fantasias sexuais nunca entram em fadiga. Somos seres humanos tristes a vazios, pingando pra lá e pra cá, e o único momento em que isso parece desaparecer é quando estamos ocupados com um jogo que é exatamente a realização das nossas preocupações – uma dica: é uma palavra de 4 letras.

1 Comment

Filed under Duplo sentido, Flashback, Gay's the way, Mulheres gostosas, Não foi bem assim, Pedofilia é crime, Peitos, Praia e maconha, Punheta, Putaria e abominação, Que papo é esse?, qwantz

One response to “Flashback – 4 letras

  1. “Pior que isso, só se você decidir chupar um Cocker.”

    Pior ainda se for em Bangcock.

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