Musa

Forrest Gump é mato, prefiro Monteiro Lobato. (Essa é do Mazola)

Segunda-feira, todo mundo de ressaca, vou manter os pés no chão e contar uma história 100% verídica, além de inventar umas groselhinhas como sempre, pra tornar o papo mais LASCIVO. Ok, podemos começar? Começando.

MUSA, A MINA QUE NÃO TINHA MUITO A VER

Estou em Ribeirão Preto, neste belo dia de sol, abri a janela, mas negócio já começou a esquentar minhas costas de uma forma que tive que fechar essa porra, pelo amor de Deus! Abri de novo, desafiando minha experiência prévia de ter meu lombo cozido ao sol. Mas, que papo é esse? Cadê a história, perguntam-se vocês, pobres idiotas. Eu vos lhes digo: calma aí. Ligou alguém aqui, primeiro perguntando da Rebeca, aí eu falei Que Rebeca o quê! e o cara Não, Roberto. O Roberto está, e eu Tem nenhum Roberto aqui, não, e o cara Ah tá bom, brigado. E desligou. História verídica, rapaziada.

MUSA,  MINA QUE NÃO TINHA MUITO A VER

Estávamos, como estamos agora, em Ribeirão Preto. No carro, eu aguardava meu irmão sair do bandejão, dando voltas no quarteirão. Passando vagarosamente rente à calçada, vi duas loirinhas fazendo sinal, lá no ponto de ônibus, pensei Bom, vou sair daqui porque o busão tá vindo, quando passei o ponto, elas vieram atrás (faziam sinal pra mim) e eu God bless Ribeirão Preto. Elas:

-Oi, dá uma carona pra gente até a Farmácia?

Eu:

-Claro! Até.. onde? Quê? Claro, claro, entra aí.

Elas entraram, e eu observando o contorno dos seus corpos não sem pudor. Calma, que que eu quis dizer com isso? Não! Sem pudor nenhum! Vendo direto com os olhos, depois no retrovisor, as bundinhas nas calças jeans, os peitinhos apertados nos suéteres, eu:

-Só esperar meu irmão sair do bandejão.

Meu irmão saiu, subimos até a casa do caralho, onde se encontrava a Faculdade de Farmácia. No caminho, meu irmão puxando papo, descobrimos que a mais bonitinha das duas, a Musa, voltaria para São Paulo no mesmo dia que nós, e que nós tínhamos um carro, e que ela, muito safadamente, queria fazer um three some com dois irmãos. Não, nada a ver. Se ela quisesse, creio que o Bruninho concordaria comigo, e teríamos que respeitar sua decisão e fazer um gangbang no Palio vermelho, mas não, não desta vez. Ficou combinado de que ela voltaria conosco, e, em recompensa, não daria seu corpo, mas 30 reais em espécie.

Voltamos pra casa em furor e batemos várias punhetas, cada um num canto da sala. Mentira. Estávamos os dois lado a lado no sofá. Bom, quer saber, nada a ver. Continuemos…

No dia combinado, passamos no alojamento estudantil, onde ela, humildemnte, morava. Ela também, humildemente, era bolsista do bandejão. Humildemente, ela disse que morava em Alphaville, e a gente Ah, tá explicado o GOLPE NO ESTADO que você tá dando. Puro prejuízo para os contribuíntes. Paramos o carro, veio a musa, metida num vestidinho branco, mínimo, com os lábios brilhantes, toda arrumada, puxando sua mala de rodinhas – olhei pro meu irmão, ele olhou pra mim Puta merda, hein!

Fui dirigindo, e conversávamos todos. Olhava pra trás, via suas perninhas no banco de trás, atravessava pistas, cortava faixas, subindo e descendo no canteiro, atropelando pedestres no acostamento, déjà vu, presque vu, ou qualquer coisa que envolva perninhas femininas e Rafael Zanatto ao volante – uma combinação explosiva.

À medida que avançávamos pelo mapa em direção a São Paulo, Musa ia contando sua história, como nunca saía de final de semana, sobre seu namorado, e seu terrível medo de ser assaltada – puro terror. Paramos no posto, abastecemos e ganhamos um pão de cebolina – qual o sentido disso? Comemos sem vergonha nenhuma, aquele pão nu, deixando cair migalhas em todo o carro, e a musa lá atrás, com as perninha de fora. Ela pegou o telefone e ouvimos a conversa:

-To indo pra casa, de carona com uns amigos meus. O que vai ter de almoço? Beleza, estamos em três aqui.

Desligou e anunciou o que já temíamos:

-Vocês vão almoçar lá em casa.

Chegando em Alphaville, o negócio era estranho. Casas enormes, rotatórias pra todo lado, entradas suntuosas, fora o sol ligado a mil – esses ricões. Naquele calorão desgraçado, fui derretendo até a residência oficial da Musa. Parei o carro ao passei privado e entramos na casa. Um ar estranho de abandono preenchia aquela casa mal iluminada. Os móveis antigos, parecia que ninguém se sentava àquela sala havia uns 5 anos. tevês ultrapassadas por todo lugar, carros remendados, em cima de cavaletes, macacos, sem rodas, em vias de conserto, tudo muito estranho. Sentamos à mesa da cozinha, circular, junto com aquilo que julgávamos ser a família, que ia entrando aos pouquinhos. De cara, pensei Isso aqui é um asilo, quando entraram um casal de velhos. Eram extremamente simpáticos. A mulher era mais reservada, mas o velho já tinha mais idades, e era simpático. Sentamos à mesa, e pela porta

Estou agora, depois de 4 horas de viagem, em Votuporanga. Paramos em Jaboticabal pra abastecer, e tomemos vodka com energético só pra ver no que dava, e no caminho passamos por cima de muitos buracos, marcas de pneus e animais atropelados. Cruzou a pista, bem na nossa frente, um tucano, no vôo horizontal. Eu achei um mal presságio.

Sentamos à mesa, e pela porta podíamos ver o quintal interno, e numa mesa, lá, repousava luvas de boxe e máscaras de mergulho. Eu achava aquilo tudo muito estranho. Chegou uma menina, com algum buço, sentou-se à mesa, obedecendo às ordens da mulher que não era mãe da Musa (a menina do buço tampouco era sua irmã) – como disse o Bruno, não dava pra compreender a dinâmica familiar. Ofereceram-nos suco de limão sem açúcar algum, e era de fechar a cara de azedo – deveria ser por isso que aquele velho era tão velho.

Enfim, o macarrão ficou ponto, e, pra minha surpresa, era à bolonhesa com salmão de acompanhamento. Nada fazia o menor sentido naquela casa. Tomei mais uns goles daquele suco intragável, mastiguei o macarrão com salmão e nos apressamos pra sair daquele lugar. A Musa sorria, mas sua beleza ia desbotando – podia-se ver as raízes pretas do seu cabelo tingido, movia-se sem nenhum decoro pela casa, ela perdia a graça rapidamente. E sua tia, por outro lado, soltava uma risota nervosa a cada palavra que dizia. Parecia um coelho neurótico, pulando num riso frenético a qualquer estímulo, era uma coisa de louco.

Musa nos pagou o que havia prometido, e meu irmão não tinha troco, então ficou devendo 5 reais. Saímos de lá pensando em como o negócio havia degringolado estranhamente, e ninguém mais pensava em fazer um gangbang com a menina no Palio que agora queimava debaixo daquele sol ricaço de Alphaville. Mentira, eu pensava em fazer um gangbang gostoso – quem é que nunca fez um gangbang? Quem? Exatamente…

Enfim, o tempo passou, e ficou na memória de nós todos (quer dizer, só na minha e na do meu irmão) as perninhas da Musa, e seus peitinhos apertados contra o suéter, e sua família sem sentido, seu suco de limão intolerável mas, acima de tudo, ficou a lembrança daquele macarrão com peixe.

E os 5 reais de lucro.

1 Comment

Filed under Capitalismo, cersibon, Mulheres gostosas, Não foi bem assim, Que papo é esse?, Seres Humanos Reprováveis

One response to “Musa

  1. Thuê

    Fafa, saudade de vc!!!
    Não li tudo, na verdade li o primeiro paragrafo … ops … mas juro que amanhã ou depois eu leio tudinho …
    Bjs

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