Flashback – Vocês já sabem…

Olá, amigos, hoje eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim, a ruim é que hoje tem post, e a boa é que o post é uma merda viva!

Todo mundo feliz? Sim, senhor! Mas felizes com quê?! Sei lá, mano! Como eu vou saber uma porra dessas?!

Nossa, que eu to falando?! Difícil saber. Impossível. Talvez seja possível, se eu realmente prestar atenção no que escrevo, aí pode ser que tire algum sentido desses meus toques maravilhosos no teclado tec tec pec tec. Vejamos.

Hoje é dia de Flashback, manolo! E só é um Flashback porque to com sono demais pra escrever alguma coisa de verdade verdadeira do fundo do meu coração sobre bundinhas que eu am. Outro dia estava subindo a escada rolante do metrô e quando dei por mim, estava olhando pruma bundinha numa calça jeans e a bundinha parecia que sorria pra mim, e eu sorria pra bundinha, foi um momento mágico, a mais pura expressão desse sentimento nobre que é dos mais nobres existentes no Universo todo (e olha que o Universo é grande que só a porra), que é esse sentimento que existe entre um homem e uma bundinha.

E pior que quando eu tento reduzir a situação a puro funcionamento biológico, entendendo a bundinha como um simples fenômeno que ocorre nos corpos das fêmeas dos seres humanos, quando os sexos se diferenciam, e as coxas delas ficam mais grossas, crescem os seios, etc., quando eu faço isso, eu fico com tanto mais tesão que é uma coisa que vou te contar, meua migo, é tipo, sétima série, batendo punheta pra folhetinho de educação sexual, sabe como é?

Bom, nem eu hehe.

Agora, com vocês, o Flashback mais esperado do século (eu disse “século”?, queria dizer “sexo”, por nada mesmo, só pra dizer), esse texto de 2008, que não tinha nome, e de agora em diante atenderá pelo nome de

VOCÊS JÁ SABEM…

Se fosse um número: zero. Uma palavra: nada. É assim que eu definiria esta vida.

E é isso que eu faço todos os dias. Nada. Zero. Fico por aí, sentado, assistindo tevê, comendo. Tomando água, cerveja. Qualquer coisa. Totalmente sujo, sem ânimo pra tomar banho nem nada. Fico deitado. E não converso com ninguém.

Talvez eu devesse encontrar algo pra fazer, me ocupar. Arranjar qualquer coisa que me faça ajeitar o despertador, prestar atenção nos ponteiros. Qualquer coisa que me motive a entrar debaixo do chuveiro, colocar um tênis e sair andando pela porta. Fazer alguma coisa, ao invés de ficar parado, o dia todo, me sujando por simplesmente estar vivo.

Eu tenho dor em todo lugar. Nos pulsos, nos dedos, nos pés, nas costas. E qualquer distância que eu caminhe, minhas pernas doem. E meus braços ficam fracos e tremem com qualquer peso que eu levante.

É sempre a mesma coisa. Exatamente a mesma coisa. Eu acordo, fico o dia todo vendo tevê. Sem nem prestar atenção no que passa. Só fico o dia todo olhando pra tevê, pensando em como esses programas são ruins, em como essas pessoas conseguem bolar piadas tão sem graça. Como alguém se dá ao trabalho de fazer algo que ninguém queira ver?
É! Essa é uma questão interessante pra quem está escrevendo algo como isto.

Mas pelo menos eu não obrigo ninguém a ler nada. Não como na tevê. Você se senta, você deita, e é obrigado a engolir aquele monte de merda. Em 24 de programação de merda, eles conseguem fazer 30 minutos que prestem.
Fascinante é que todas as emissoras escolhem os mesmos 30 minutos pra transmitir seus programas interessantes. Então você fica perdido. Trinta minutos em que a televisão é brilhante. E você troca de canais nos intervalos, e a cada novo caminho que você faz pelas teclas, encontra um novo programa que vale a pena ser assistido.

Assim, a meia hora termina, e você não assistiu nada. 30 minutos de uma colagem de programas que juntos não vale 1 minuto do meu tempo. Ou não valeria, caso eu tivesse algo com que gastar meu tempo. Na situação atual, essa colagem vagabunda de programas vale meu dia. 30 minutos fulgurantes de programas que você gostaria de ver, mas não viu. 30 minutos de oportunidades perdidas. E, por incrível que pareça, você continua deitado na cama, e mesmo assim, parado, inerte, zero, nada, você conseguiu estragar um dia de merda. É incrível o que uma pessoa cretina consegue fazer quando não se tem absolutamente o que fazer.

A única coisa certa é que se dorme. E você pode até sonhar algo interessante. Sonhos de sexo – com mais de uma mulher até. Sonhos de aventuras, que fazem você entrar debaixo do chuveiro, calçar um tênis e sair andando pela porta. Sonhos, sonhos. E então você acorda, às 8 da manhã. Sem o menor propósito. Você se levanta e vai ao banheiro, para mijar e poder continuar a dormir. E você mija, apoiado na parede. Ocupando a cabeça com qualquer coisa. Pensando nessa vida miserável que é a sua. Pensando em como você sempre quis tanto, sempre pensou em tudo, e em como nada disso faz a menor diferença.

O importante é continuar pensando. Caso contrário, vocês já sabem… Fico calado o dia todo, vendo tevê. Um cara tem que se ocupar. Caso contrário, vocês já sabem… Mesmo que for pra pensar na inércia dos dias, no potencial desperdiçado, você continua com a cabeça ocupada. Caso contrário, vocês já sabem… Cabeça vazia… É melhor ficar assim, conversando sozinho. Caso contrário, vocês já sabem… Na próxima vez que você se levantar pra dar uma mijada, vai ouvir uma voz na sua cabeça, conversando com você. E você precisa tomar cuidado. Porque pode ser Deus. E se Deus conversa com você, o negócio não deve estar muito bom. Você não deve estar batendo bem. Então é melhor manter a cabeça ocupada. Caso contrário, vocês já sabem…

Leave a comment

Filed under Coitado do Manolo, Crise!, Escrever, Flashback, Maluco chato

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s