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2010

Fim de ano é melancólico, especialmente se você não tem nada pra fazer. Quer dizer, fim de ano é melancólico se você não tem nada pra fazer. Se você, por exemplo, tá enchendo a cara de forma irresponsável, dirigindo com a cabeça pra fora da janela, cabelos ao vento, derrubando acidentalmente brahma quente no seu colo e por um instante! achando que se mijou nas calças, então fim de ano é uma coisa muito legal, pois geralmente você diria “Porra, que dahora, fiquei bebaço e mijei nas calças!”, mas agora você pode dizer “Porra, que dahora, fiquei bebaço e mijei nas calças e era ano novo, cara!”

Primeiro: não era ano novo ainda, exceto se realmente fosse (ou for), por exemplo, meia noite e meia do dia 31 de dezembro (ou seja, dia 1° de janeiro): então tudo bem!

Caso contrário, não é “ano novo”, mas “véspera”. Então, fique esperto, use as palavras certas, mesmo embriagado, pois uma palavra errada pode arruinar suas chances com aquela gatinha que faz letras e se acha especial porque sabe usar crase e continua com letra minúscula depois do ponto de interrogação, tipo “Eu sou Machado de Assis” – mas, na verdade, ela é bem mais gostosa que o Machado. Então fique esperto, e não estrague tudo com aquela gatinha, pois você viu a bundinha arrebitadinha dela de biquíni, e você quer ver mais, mais, MAIS, SEMPRE MAIS, porque nada nunca é o suficiente!

Mas chega de falar sobre sexo. O papo de hoje é sobre o ano que acaba! Ah, tadinho de 2010!

2010: foi legal ou não?

Eu, particularmente, adorei 2010. Se bem que eu adoro todos os anus, opa! hehe.

Vamos tentar de novo. Sem duplo sentido agora. (duplo sentido, anus, pegaram essa? NOSSA)

2010: foi legal ou não?

Eu, particularmente, adorei 2010. Se bem que eu adoro todos os anos. 2009 foi legal também, lembra? Putz, foi dahora mesmo! Vamos iniciar esta retrospectiva retrospectando 0 ano de 2009, pra mostrar que não foi só 2010 que foi legal.

2009, o ano que foi dahora também

2009 começou em 1° de janeiro de 2009, e terminou pontualmente dia 31 de dezembro de 2009, tendo nesse ínterim cerca de 365 dias.

Assumamos um tom corporativo (e, simultaneamente, babaca), e vamos falar sobre as nossas realizações de 2009.

Comi alguém? Não que eu me lembre.

Alguém me comeu? Não que eu me lembre.

Bem, ficamos no zero a zero nessa área. Mas lembre-se: se não  é uma vitória, é uma derrota. Então perdemos.

Ah, foda-se 2009! Que chatice!

2010, o ano do ano

O prêmio Rafael Zanatto (o Rafa Zana, para os íntimos) de melhor ano do ano de 2010 vai para: 2010! Oba!

Opa, dei control Z umas vinte vezes aqui (totalmente sem querer) e apaguei boa parte do post. Que cagada!

Mas falava sobre este blog, que teve seu início em 28 de abril. Depois de muita resistência, cedi e criei um blog especializado em groselha. O tema principal, como se sabe, sou eu mesmo, minhas aventuras e fantasias. Assuntos de grande relevância mundial, porém, não foram esquecidos. Nossa (minha, na verdade. Vocês nunca me ajudam em nada mesmo) cobertura sobre a Copa do Mundo rendeu vários posts, incluindo uma série retrospectiva auto-biográfica Minhas Copas do Mundo. O maior sucesso da época foi Review: Lanches da Copa do McDonald’s, que se manteve por muito tempo como o artigo mais visitado do blog.

Outro assunto que não poderíamos ignorar (na verdade, vocês tavam ignorando, mas eu quebrei essa pra galera), foi o aniversário do Bob Dylan, que fez tipo trocentos anos esse ano. Estava pensando nele hoje, enquanto mijava preguiçosamente, apoiando-me na parede para não cair de testa na privada, com as calças pelas canelas, as vergonhas de fora, todo mijado, o sangue escorrendo pelo rosto, etc. Eu pensava “Se eu fosse amigo do Bob Dylan eu diria Mano, pára de fazer show, tá mó bosta, você tá velho que só a porra e nem precisa do dinheiro. É melhor você escrever logo a continuação das suas memórias, senão logo mais você morre e aí? E quem se fode? Somos nós, que queremos que você fale sobre o Blood on the tracks, sobre a década de 60, sobre a parte mais legal! Não, você vai lá e fala sobre o início da sua carreira (tá bom, foi legal), e sobre o Oh Mercy e o New Morning (tá, o New Morning é legal mesmo). Mas vamos, escreve isso! Eu pegaria o lápis, colocaria na mão dele Vai, escreve, Bob Dylan! Escreve essa merda logo! Forçando a mão dele no papel, berrando na orelha Vai, escreve! ESCREVE! e os seguranças me dando uma gravata, puxando-me pelos cabelos, e o Bob Dylan lá, velhaço de tudo, nem lembra mais como se escreve, alheio à algazarra que eu faço sendo chutado pra fora de sua mansão em Malibu”. Isso que eu pensei enquanto mijava.

Agora chega de hipocrisia! O que é que o povo gosta? O que é que o povo quer? Essa resposta todos já sabem, mas têm vergonha de dizer em voz alta, então digo eu:

Masurbação e travecos!

Isso aí! 2010 pode ser chamado de “o ano da masturbação”? Pode, sim senhor. E que tal “o ano do traveco”? Melhor ainda! Parece nome de filme! “O ano do traveco”, estrelando Vin Diesel! Sucesso de bilheterias! Masturbação liberada em toda rede cinemark! Esse eu quero ver!

Pode-se dizer que esse blog foi um sucesso? De visitas, surpreendentemente, foi. De 28 de abril até agora foram 17.007 visitas, todas de mulheres feias ou homens vestidos de mulher. Grande parte das visitas, isso é inegável, foram por acaso. A temática por vezes homossexual/masturbatória deve ter trazido um monte de sujeitos tarados, que entram no Google com o pau na mão e pesquisam as coisas mais escabrosas, como “Meu pai me ensinou a bater punheta”, ou “Pinto do Bruce Lee”, “Lionel Messi masturbação”, “bunda bronzeada”, “técnicas de masturbação”, “Forlán”, ou o all time favorite, o singelo “bears”.

Agradeço sinceramente pelas visitas diárias. Mas, vamos voltar um pouco ao imaginário de Rafael. Pelo que sabemos, qual a razão de existir deste blog?

Difusão cultural? Dificilmente.

Exercício intelectual? Pouco provável.

Super-exposição de intimidades? Também.

Mas a verdade é uma só, e todos sabem: sexo.

Todo mundo quer fazer sexo. Eu quero, vocês querem, sua mãe quer, e até o seu pai quer! Todo mundo quer fazer sexo! Mas, um empecilho: não um com o outro. Seu pai e sua mãe estão morrendo de vontade de fazer sexo, mas não um com o outro. Eu, você, todo mundo quer fazer sexo – mas comigo ninguém quer, né! Seus filhos das putas.

Deste ponto de vista, o blog é um fracasso dos bons. Levando em conta os números até certo pontos maiúsculos do blog, o fato de ninguém ter feito sexo comigo chega a ser insultante, atroz, irônico!

Graças ao meu blog, onde eu cheguei? Lugar nenhum. Talvez subi algumas posições no Google, recebi elogios hiperbólicos, ok. Mas e as mulheres? E as mulheres gostosas se esfregando em mim?

Nenhuma, nada, zero!

Sequer abracei uma menina gostosa graças ao meu blog. Muito pelo contrário, elas continuam a se afastar de mim. Atravessam a rua quando me vêem.

Mas 2010 foi um ano bom?

Apesar da falta de colaboração de vocês e das meninas gostosas (já que vocês não são meninas gostosas, fique claro), 2010 foi um ano legal, foi divertido. (Anota no caderninho: Metas para 2011: minas gostosa)

Enchi bastante a cara, tive inúmeras realizações imaginárias, dormi bastante até, foi legal.

Valeu, pessoal. Até ano que vem.

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Tudo tem limite, né?

Uhm, que delícia escrever nesse teclado, vocês não acham? Eu acho, e isso já basta. Ainda mais que vocês não tão aqui, sentadinhos no meu colo, rebolando essas suas bundinhas opa, calma aí, tudo tem limite, né?

Especialmente uma bundinha suculenta rebolando no seu pau, sob o pretexto de “experimentar esse tal teclado que você falou”. Ah, como vocês são safados!

Fique claro (como já ficou), que eu não especifiquei gênero – ou seja: inscrições abertas!

Opa, meio gay isso, né? E pensar que tem gente que nem se ligou ainda.

Mas então alguém levanta a mão, eu dou a palavra, e dizem lá:

-Mas Rafael, por que você fala tanto sobre coisas polêmicas?

E eu tipo:

-Coisas polêmicas, que coisas polêmicas? – enquanto pratico sexo oral numa iguana.

Essa até eu ri aqui. Então, essa é a questão. Pra que falar coisas legais e normais, especialmente quando não se tem o que falar? A resposta mais sensata seria “Só pra não ser escroto, aff”, e eu “Opa, ta bom então”, e abro uma latinha, arranco o anel, jogo em cima do balcão e vou tomando minha cerveja, e ninguém tem nada a ver com isso, tem? Se pá até tem, uma complexa rede de relações sociais, sexuais (não comigo, mas com alguém), então… né, gente? É complicado. Imagina só: você tem um filho – melhor, melhor: uma filha. E ela é muito, mas muito gostosa. Igual ao Fábio Junior, olhando a Cleo Pires peladinha na Playboy e pensando “Mas eu nem criei mesmo, então posso bater uma punheta, né?” e vai tentando se convencer, até pega papel higiênico no banheiro, e começa a apelar, ainda em dúvida, diz “Tá, mas se for pra não bater punheta então que toque o telefone, tipo uma mensagem de Deus mandando parar”, e apaga a luz (pra não bater uma de luz acesa, né, gente, olha a finesse) e aí ele toda hora acha que vai tocar o telefone “Pode ser o Fiuk!” já pensou? E ele nem chama o filho de Fiuk, mas ele ta só enrolando, totalmente hesitante em bater uma pra Cleo, Sangue do meu sangue, ele pensa, e pensa no sangue que preenche o corpo cavernoso do Fábio Junior Junior, e toca o telefone! É o Fiuk mesmo! Ele atende, conversa lá, “Ô, pai, você viu a Cleo na Playboy?” e o Fábio Junior, macaco velho, tenta dar uma disfarçada “Ah, saiu já?” e o Fiuk, na lata, a nova geração “Saiu! Muito gostosa! Acha que eu posso bater uma punheta pra ela? Acho que tudo bem, né? Nem somos irmãos irmãos mesmo, né?” Fábio ficou chocado, mas mais animado pra bater aquela punhetaça dahora pra própria filha, ta tudo liberado! Cara, ele pensa, vai ser muito dahora se eu fizer isso! E vem aquela velha retórica idiota, automática, ele pensa Pelo menos vou poder contar pros meus filhos que eu fiz isso, e depois bate com o telefone na testa, responde o Fiuk “Olha, Filipe, acho que é melh-” nisso o Fiuk atravessa “Mas eu já bati mesmo!” e desliga o telefone na pura gargalhada. Fábio Junior suspira “Maconheiro…” e pensa Bom, quem sou eu pra julgar? Também já tive minha época de encher o cu de maconha e só de pensar em cu ele pensa na doce bundinha da Cleo Pires EU NEM CRIEI ESSA MENINA ele implora pra Deus DEUS, DEIXA EU BATER ESSA PUNHETA!, mas Deus não diz nada, ta muito ocupado escolhendo com qual foto ele vai gozar Sua santa porra, com o pôster Não, acho que não, aquela dela na piscina então Não, acho que não, essa dela deitada com os marmanjos ali, a bundinha linda, suspensa Puts, pode ser né!, e aquela da meia calça, logo no começo, os peitinhos durinhos, nossa que delícia, a bunda apertada É essa mesmo! Deus, lá em cima, tem um orgasmo – e ninguém desconfia. Fábio Junior, alheio a tudo isso, já tem as calças pelos joelhos, e anda pra lá e pra cá no apartamento, em dúvida, com a Cleo peladinha na Playboy e o pau duro. A dúvida lhe consome. Sua filha é uma delícia e ta peladinha bem ali, seu filho é ídolo teen e ta bem loco de maconha, seu tempo passou, ele é só mais um velho, um galã, mas um galã dos velhos tempos, nada mais faz sucesso como antigamente, seu tempo passou, seu tempo passou, vovô, ele pensa, e gostaria que a Cleo fosse sua neta, pra que ele pudesse, assim, bater uma punheta justa, sem dó, sem receios – não, mas isso seria pior, não seria? Ele tenta se convencer de qualquer coisa. E se fosse minha mãe? Mãe é pior, né? Tem pai que é apaixonado pela filha, não tem? Mãe apaixonada pelo filho é mais difícil. Tudo isso por uma mísera punheta, uma punheta, tantas já batidas, agora, aos 57 anos você vai ficar com frescura? 57 anos, ele pensa, 57 anos, cara. Será que não to velho pra fazer essas coisas? A vida é uma só, carpe diem, milhares de clichês passam pela sua cabeça, idéias feitas, irreflexão, inércia, tesão, uma punheta bem batida, o papel já separado, “Eu vou bater essa porra, e vou bater agora!”, ele se sente meio estranho de declarar isso em voz alta, mas que se foda agora, que se foda tudo! Aos 57 anos quebrando mais um limite, Eu não paro, estou vivo, estou vivo!, se joga no sofá, as calças na canela, pela a revista, aquela, aquela foto da bundinha apertada na meia calça, os peitos perfeitos, durinhos, empinados, Meu Deus, minha filha é gostosa demais!, mas então se dá conta, ah, ele se dá conta, que a ereção já passou, seu tempo passou, tudo passou. 57 anos, ele pensa, 57 anos e nunca bati uma punheta pra minha filha.

Decepción.

 

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