Prédios antigos são os melhores

(Pela primeira vez, tenho a impressão de que peguei pesado)

Prédio antigos são os melhores pra se bater uma punheta. Na escada, abro o vitrozinho que fica perfeitamente na altura do meu pau. É só me abaixar um pouco que consigo dar uma olhada nas janelas do prédio vizinho. Então fico lá, de cócoras, observando as donas de casa, as mulheres andando de toalha na área de serviço.

Outro dia vi uma menina de calça jeans e sutiã. Foi o suficiente.

E quanto mais emocionante é a punheta, melhor é a gozada, que sai voando e chega a cair no quintal da casa do terreno vizinho. Ou às vezes é aquela gozada preguiçosa e caudalosa e aí então eu me divirto, fazendo uma cascata nas folhas do vitrô aberto, o ventinho nas minhas bolas. É dahora.

Outro dia o zelador me pegou no flagra:

-Que você tá punhetando aí?

Eu lhe contei sobre o ventinho nas bolas, ainda com o pau duro pra fora e ele entendeu, concordou e disse que é bom mesmo. Foi embora e continuei. Nesse dia, gozei como uma mangueira de bombeiro e, quando olhei pelo vitrô, uma dona de casa olhava aquele homem nu da cintura pra baixo que se masturbava na janela da escadaria. Ela não deu pra trás e, como agradecimento, bati mais uma. Mas aí a gozada foi pouca, ela nem pôde perceber. Mas eu fiz um jóia e ela fez de volta. Então é guardar o pau na calça porque hoje já foram duas e não é nem nove da noite: ainda temos muita punheta pra bater.

Mas meu lugar favorito de me masturbar é no elevador. E o prédio não tem câmera de segurança, o que me garante uma punheta livre e tranquila.

Abaixei as calças e comecei; vai, vai, vai, cada vez mais rápido. Então diminuía o ritmo pra apreciar. Chamaram o elevador e começamos a subir. Entrou uma velha e, como julguei que ela enxergasse mal e tivesse as idéias confusas, fosse demorar pra fazer um juízo daquilo, só escondi o pau com a camiseta. Ela percebeu e deu um jeito de bater a mão na minha pica. Eu disse:

-Você começou agora vai terminar, vovó. Como você se chama?

-Aparecida.

Ela se ajoelhou e começou a chupar meu pau, o que não é tão bom quanto uma boa punheta (eu amo a punheta), mas era bom. Incrível como esses velhos sabem chupar uma rola.

Ela chupava e eu via seu cabelo branco, seu óculos presos pelo cordão, seu casaquinho apesar o calor e a velha chupava.

O elevador parou de novo e decidimos que a vida era assim mesmo e não iríamos parar. Entrou um velho – só tem velho nessa porra.

Entrou e disse que queria chupar meu pau. A velha curtiu a idéia e eu disse ok, então.

Ele ajoelhou e quando foi abocanhar, eu puxei meu pau e disse:

-Calma, qual seu nome?

-Promete que não vai rir?

-Prometo.

-É Hilário.

Dei um sorriso invertido e soltei uma risada. Hilário, que nome estúpido. Soltei a rola: vai, vovô, pode chupar.

Ele começou, o velho chupava com gosto. Agarrei sua cabeça e logo fiquei com asco: aquela porra de vovô chupando meu pau, os cabelos brancos, o cara usava até bigode. Agarrei-o pelos cabelos – alguns fios ainda ficaram na minha mão – e o joguei contra a porta. Ele bateu a cabeça e me olhou preocupado. Mas o desejo é um bicho implacável e não se pode ir com doçuras e favores. Se não lhe mostrar as costas da mão, ele vai pensar que ainda há uma chance. E eu estava cansado daquele velho chupando meu pau.

Saiu assustado do elevador, quase chorando. Quando a porta voltou a fechar eu a abri e ainda gritei:

-E Hilário é um nome estúpido, seu velho bicha!

Agora ele chorava, com certeza.

Velhos bichas, eu sou um punheteiro de primeira mas não sou um velho bicha. Deus me livre de ser um velho bicha. Coitado do velho, fiquei com um pouco de remorso, parando pra pensar. Nem percebi, mas Aparecida já abocanhava minha pica. Bom, beleza então.

Gozei nos seus óculos bifocais e desci do elevador, dizendo que bateria nela se a visse de novo.

No corredor, arrumando as calças, me bateu a tradicional depressão pós-gozada. Por um segundo pensei “Meu Deus, o que eu fiz?” Prazer e culpa andam juntos, isso é uma merda. Ainda mais depois de ter ameaçado aqueles dois velhos que foram tão amáveis comigo.

Resolvi descer de escadas passando meu pau no corrimão.

4 Comments

Filed under Que papo é esse?, Seres Humanos Reprováveis

4 responses to “Prédios antigos são os melhores

  1. Aline Reis

    Vc e o capão combinaram os posts…velhos e tarados…prefiro os novinhos.

  2. FASM

    Tá, serei eu o Óbvio: que belezinha de Bukowski, hein?

    Nossa, não consigo nem pensar em um velho (ou uma velha, que seja) chupando meu pau, com aquela boca de dentadura. Fim da picada.
    Mas adorei o texto, como sempre.

  3. pegou pesado mesmo, justo hoje eu fui mostrar seus textos pra minha vó. ela gostou.

  4. Sem sombra de dúvidas o comentário do pedro botton foi um marco na história das piadas. Excelente do começo ao fim.

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