Category Archives: Punheta

Calmaí que eu

No princípio, não havia nada, era silêncio e escuridão. Não que depois tivesse muita coisa, mas então fez-se a luz, e eu olhei pra ela, que passava pelo corredor e me dava um aceno. Acenei de volta.

Já é de manhã e ela ainda tá com o cabelo molhado?

Fiquei nesse vazio por menos de um segundo, o que é uma eternidade para o cérebro, que sempre está aí, pensando, nem que seja groselha, mas pensando, pensando, aí eu pensei – ou melhor, tive uma impressão, como um carimbo enorme na minha cabeça, da noite anterior: cerveja, cerveja, uísque, beck, ela e o banho.

Meu cérebro fez o favor de fazer as contas pra minha consciência: já era umas dez, onze da manhã pelo barulho, claridade e calor, e é impossível que ela ainda esteja com o cabelo molhado de ontem à noite. Conclusão lógica: ela acordou e tomou banho.

Passei a mão no cabelo pra me certificar: estava seco.

Ela acordou e tomar banho. O que antes era puro mistério agora se revelava ridiculamente óbvio.

O mistério, como diz o… Borges.

Deitei a cabeça de volta no travesseiro e relaxei, deixei as lembranças assomarem nos meus olhos fechados, sem pressa, com preguiça.

Cerveja, mais cerveja, então fomos buscar mais. E buscamos muito mais. Um monte. Quase intomável. Mas tomamos. Então nossos corpos desistiram de beber, mas nós os forçamos a tomar uísque, já que eram duas da manhã e já que tinha, também. Bebemos aquela porra e depois fumamos um beck porque né. Aí as imagens me veem como que refletidas na água trêmula de uma privada (vontade de mijar). Meu pau pulou.

Bom, vamos mijar e bater uma punheta porque desse jeito não vai dar pra acordar direito. E deixa que eu vou… lembrando durante o dia. Tem tempo ainda.

Tem tempo.

Mas acho que. É melhor. Ficar aqui mesmo.

É tão bom ficar de olhos fechados… calmaí que eu… deixa eu pensar um negócio

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Tudo tem limite, né?

Uhm, que delícia escrever nesse teclado, vocês não acham? Eu acho, e isso já basta. Ainda mais que vocês não tão aqui, sentadinhos no meu colo, rebolando essas suas bundinhas opa, calma aí, tudo tem limite, né?

Especialmente uma bundinha suculenta rebolando no seu pau, sob o pretexto de “experimentar esse tal teclado que você falou”. Ah, como vocês são safados!

Fique claro (como já ficou), que eu não especifiquei gênero – ou seja: inscrições abertas!

Opa, meio gay isso, né? E pensar que tem gente que nem se ligou ainda.

Mas então alguém levanta a mão, eu dou a palavra, e dizem lá:

-Mas Rafael, por que você fala tanto sobre coisas polêmicas?

E eu tipo:

-Coisas polêmicas, que coisas polêmicas? – enquanto pratico sexo oral numa iguana.

Essa até eu ri aqui. Então, essa é a questão. Pra que falar coisas legais e normais, especialmente quando não se tem o que falar? A resposta mais sensata seria “Só pra não ser escroto, aff”, e eu “Opa, ta bom então”, e abro uma latinha, arranco o anel, jogo em cima do balcão e vou tomando minha cerveja, e ninguém tem nada a ver com isso, tem? Se pá até tem, uma complexa rede de relações sociais, sexuais (não comigo, mas com alguém), então… né, gente? É complicado. Imagina só: você tem um filho – melhor, melhor: uma filha. E ela é muito, mas muito gostosa. Igual ao Fábio Junior, olhando a Cleo Pires peladinha na Playboy e pensando “Mas eu nem criei mesmo, então posso bater uma punheta, né?” e vai tentando se convencer, até pega papel higiênico no banheiro, e começa a apelar, ainda em dúvida, diz “Tá, mas se for pra não bater punheta então que toque o telefone, tipo uma mensagem de Deus mandando parar”, e apaga a luz (pra não bater uma de luz acesa, né, gente, olha a finesse) e aí ele toda hora acha que vai tocar o telefone “Pode ser o Fiuk!” já pensou? E ele nem chama o filho de Fiuk, mas ele ta só enrolando, totalmente hesitante em bater uma pra Cleo, Sangue do meu sangue, ele pensa, e pensa no sangue que preenche o corpo cavernoso do Fábio Junior Junior, e toca o telefone! É o Fiuk mesmo! Ele atende, conversa lá, “Ô, pai, você viu a Cleo na Playboy?” e o Fábio Junior, macaco velho, tenta dar uma disfarçada “Ah, saiu já?” e o Fiuk, na lata, a nova geração “Saiu! Muito gostosa! Acha que eu posso bater uma punheta pra ela? Acho que tudo bem, né? Nem somos irmãos irmãos mesmo, né?” Fábio ficou chocado, mas mais animado pra bater aquela punhetaça dahora pra própria filha, ta tudo liberado! Cara, ele pensa, vai ser muito dahora se eu fizer isso! E vem aquela velha retórica idiota, automática, ele pensa Pelo menos vou poder contar pros meus filhos que eu fiz isso, e depois bate com o telefone na testa, responde o Fiuk “Olha, Filipe, acho que é melh-” nisso o Fiuk atravessa “Mas eu já bati mesmo!” e desliga o telefone na pura gargalhada. Fábio Junior suspira “Maconheiro…” e pensa Bom, quem sou eu pra julgar? Também já tive minha época de encher o cu de maconha e só de pensar em cu ele pensa na doce bundinha da Cleo Pires EU NEM CRIEI ESSA MENINA ele implora pra Deus DEUS, DEIXA EU BATER ESSA PUNHETA!, mas Deus não diz nada, ta muito ocupado escolhendo com qual foto ele vai gozar Sua santa porra, com o pôster Não, acho que não, aquela dela na piscina então Não, acho que não, essa dela deitada com os marmanjos ali, a bundinha linda, suspensa Puts, pode ser né!, e aquela da meia calça, logo no começo, os peitinhos durinhos, nossa que delícia, a bunda apertada É essa mesmo! Deus, lá em cima, tem um orgasmo – e ninguém desconfia. Fábio Junior, alheio a tudo isso, já tem as calças pelos joelhos, e anda pra lá e pra cá no apartamento, em dúvida, com a Cleo peladinha na Playboy e o pau duro. A dúvida lhe consome. Sua filha é uma delícia e ta peladinha bem ali, seu filho é ídolo teen e ta bem loco de maconha, seu tempo passou, ele é só mais um velho, um galã, mas um galã dos velhos tempos, nada mais faz sucesso como antigamente, seu tempo passou, seu tempo passou, vovô, ele pensa, e gostaria que a Cleo fosse sua neta, pra que ele pudesse, assim, bater uma punheta justa, sem dó, sem receios – não, mas isso seria pior, não seria? Ele tenta se convencer de qualquer coisa. E se fosse minha mãe? Mãe é pior, né? Tem pai que é apaixonado pela filha, não tem? Mãe apaixonada pelo filho é mais difícil. Tudo isso por uma mísera punheta, uma punheta, tantas já batidas, agora, aos 57 anos você vai ficar com frescura? 57 anos, ele pensa, 57 anos, cara. Será que não to velho pra fazer essas coisas? A vida é uma só, carpe diem, milhares de clichês passam pela sua cabeça, idéias feitas, irreflexão, inércia, tesão, uma punheta bem batida, o papel já separado, “Eu vou bater essa porra, e vou bater agora!”, ele se sente meio estranho de declarar isso em voz alta, mas que se foda agora, que se foda tudo! Aos 57 anos quebrando mais um limite, Eu não paro, estou vivo, estou vivo!, se joga no sofá, as calças na canela, pela a revista, aquela, aquela foto da bundinha apertada na meia calça, os peitos perfeitos, durinhos, empinados, Meu Deus, minha filha é gostosa demais!, mas então se dá conta, ah, ele se dá conta, que a ereção já passou, seu tempo passou, tudo passou. 57 anos, ele pensa, 57 anos e nunca bati uma punheta pra minha filha.

Decepción.

 

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Fobia, horror & aversão

Todo mundo tem medo de alguma coisa, quer dizer, menos eu, porque eu sou machão né pessoal. Na verdade, machões têm medo, sim. Têm medo do lado gay que se lhes aflora no peito e faz com que seus cus, prega a prega, cedam, abram, abracem e engulam um belo croquete de carne, também conhecido por – toca o telefone!

Para o horror dos conservadores, há uma verdade, e essa verdade não é apenas inescapável mas simples e puramente vital, última e fundamental. Única e bela, nossa razão e ensejo de viver.

Ó, o horror!

Ó, o medo!

Eu, por exemplo, tenho medo de altura. Tenho pesadelos com pontes intermináveis, varandas sem parapeito, passeios de helicóptero. Outros têm medo de insetos, ou de mijar dentro do vaso.

Drogas: grande motivo de medo para muitos. Outros têm horror a um simples gole de cerveja – tremem de medo da ebriedade.

Alguns medos, interessantemente, disseminam-se em grupos específicos (de interesse, genéticos ou simbólicos).

Exemplificando para o bem da nação:

Sujeito: Comunistas.
Objeto
: Criancinhas.
Os comunistas são famosos pelo ódio por criancinhas, chegando ao absurdo de comer (no mau sentido) criancinhas. Degluti-las, simplesmente. Garfo e faca e direto pra goela! Pura aversão! Um exemplo muito próximo e palpável (não que você vá querer apalpar) é a nossa iminente presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que é conhecida por sua plataforma abertamente infanticida. “Ela quer matar as criancinhas”, disse Monica Serra, sua assessora, em recente corpo a corpo com pobres evangélicos.

Sujeito: PSDB.
Objeto: Pobres.
Já que estamos no tema das eleições, vale ressaltar a verdadeira paúra que o partido de Fernando Henrique Cardoso e José Serra tem por pobres. Mas é um medo totalmente racional e fundamentado na realidade, na minha humilde (opa, humilde, não!) opinião. Afinal, o que tem pra gostar em pobre? Analfabetismo? Altas taxas de mortalidade? Pouca comida? Barracos de pau lá na pedreira? Pele preta?

-Mas Rafael.

Fala.

-Você não ia falar sobre sexo? Sobre putaria, pinto, buceta, cu, muito cu?

CU, MUITO CU (BASTANTE CU) (CU PRA TODO MUNDO)

O sexo é razão de sofrimento agudo e doído para muitos coraçõezinhos ao relento por todo o globo. Seja aversão por ele causada ou a ele direcionada, o sexo é o campeão de traumas, travas e aí-nãos!

Jovens, supostamente viris e heterossexuais vivem com uma sombra espreitando por cima de seus ombros largos de trapézios, e não há supino que supra a falta de uma rola grossa e quente entrando pelo seu cu, nossa! Imagina só eu escrevo um negócio desses?

Pois bem! Estávamos falando do espectro que ronda os garotos heterossexuais, a grande insegurança de um gênero: o medo de ser bicha e querer chupar uma rola simplesmente pelo prazer de roçar sua língua pela glande de outro homem, jovem, heterossexual como ele, seguro de suas convicções, mas que não recusaria uma chupetinha gay de graça, né? Convenhamos!

E as mulheres?

E as mulheres então?

Criadas como as filhinhas do papai, as meninas desenvolvem aversão não apenas ao sexo, mas à sexualidade, tendo medo e horror de terem suas bundinhas duras e empinadinhas seguidas e devoradas pelos meus olhos sedentos por cu, muito cu (bastante cu), mentira né pessoal, calma lá, também não vamos exagerar!

Bundinhas, sim, claro. Devorar bundinhas estranhas? Sim, claro. Perseguir bundinhas estranhas e imaginar seus cus enquanto cagam na minha cara? Sim, claro.

Então SEGUE O JOGO!

O medo do sexo e aversão à sexualidade é causa de remorso entre meninas, que aceitam o sexo apenas naquele momento de entrega aninal, que depois, claro, deve ser compensado com vergonha e punição, em posição fetal, semi-coberta pelo lençol, só com a bundinha de fora, aquela bundinha, linda, os joelhos flexionados, tudo ali, exposto, pra quem quiser ver (e, no caso, você quer), furtivo, você chega, ajoelha-se, observa, agradece a Deus e ao Diabo pela mulher, pelas pernas, pela bunda, pelos seus olhos, pênis e língua, e só então você fecha os olhos, queima aquela imagem na sua cabeça, e então anos passam, voam, e muito depois você se lembra e não recorda o que aconteceu antes, nem depois, lembra apenas daquela bundinha, linda, fruto da vergonha de uma menina, do sexo casto de um casal recatado, de meras pulsões, da nossa mais básica natureza e, ainda assim, das nossas maiores aspirações, e é neste momento que você, distante daquele traseiro em tempo e espaço, mas não no coração, você afaga, massageia e acaricia, sim, seu pênis, pois masturbação além de ser legal é normal, e apenas para provar e reafirmar isso mais uma vez vai gozar no cabelo das bonecas das crianças que estão no pátio, brincando de amarelinha durante o intervalo. Parabéns, Fulano de Tal, pedagogo.

To brincando, policia federal! Pedofilia, mesmo em pensamento, é crime! Queimem o parafílico!

Muitos (e muitas) temem a masturbação. Seja por reprovação da sociedade ou própria (autoflagelação não combina com autoprazer, galera). Sim! Sua mão, seus dedos, cúmplices de um crime, um atentado contra Deus, contra a moral, os bons costumes e tudo aquilo que você acredita mas não consegue deixar de ignorar, por puro instinto. Ai, meu Deus, toquei-me inapropriadamente, senti prazer, deve haver algo de errado comigo. Não, meus amigos, a masturbação é legal e deve ser praticada. Deus não apenas aprova e apóia como também está olhando, sempre mesmo, inclusive quando você se masturba, digamos, no banheiro do seu trabalho, ou mesmo debaixo da mesa, no elevador – escada de emergência?

Opa, que é isso, RH, to brincando!

Não perca, nos próximos dias: Filia, maravilhamento & atração a saga continua! Nenhuma resposta respondida! Quer dizer, quê? Isso mesmo! Confusão mental, pensamentos poluídos, masturbação em público (opa, seu PM, to brincando) (comigo mesmo) (me prende que eu gosto)

Me prende que eu gosto de tudo, seu PM!

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